Moradores da Vila Clementino decidem instalar lixeiras nas ruas

A instalação de pequenas lixeiras do lado de fora de condomínios residenciais, comerciais ou clínicas particulares tem ajudado a manter limpas as calçadas da Vila Clementino, polo de estudos e de serviços médicos na zona sul, por onde circulam cerca de 50 mil pessoas por dia.

Luísa Alcalde, Jornal da Tarde

09 de agosto de 2010 | 13h44

 

A iniciativa partiu do zelador de um prédio residencial na Rua dos Otonis, Aílton Lima, de 43 anos, que instalou há três anos três recipientes para lixo na parede do prédio. “Como a Prefeitura não coloca, a gente é obrigado a pôr. Aqui jogam muito lixo no chão”, afirma. Desde então, a ideia ganhou adeptos no bairro.

 

Hélio Fonzar, síndico de um edifício na Rua Borges Lagoa, diz ter instalado as lixeiras há cerca de dois meses. “Vi em outro prédio e resolvi copiar”, conta. “As pessoas abandonavam o lixo nas cestas de metal usadas para o descarte dos sacos do prédio. Só que esses recipientes são vazados e o lixo caía na calçada. No final do dia era uma sujeira.”

 

Segundo o presidente da Associação Amigos da Vila Mariana, Oswaldo Luiz Baccan, as lixeiras particulares estão se espalhando pelo bairro. “Nossa região recebe um público flutuante grande por dia em direção a clínicas e hospitais, e as lixeiras públicas não dão conta de absorver todo o lixo”, afirma Baccan.

 

A Subprefeitura da Vila Mariana diz que desde 2008 instalou cerca de 2.500 lixeiras na Vila Clementino, número que considera suficiente para a região.

 

 

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