MMA assina acordo para fazer diagnóstico sobre lixo eletrônico no Brasil

Ministra assinou termo de cooperação com Cempre para elaboração de inventário sobre reciclagem de lixo eletrônico no País

Karina Ninni, estadao.com.br

10 Maio 2010 | 19h58

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou hoje em São Paulo um termo de cooperação técnica com o Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre) para a elaboração de um inventário sobre a reciclagem de lixo eletrônico no País.

 

“Esperamos que até o final do ano o Ministério tenha um cenário menos nebuloso sobre a questão da reciclagem de resíduos eletroeletrônicos no País”, afirmou a Ministra diante de empresários do setor, que compareceram ao evento.

 

“A ideia do inventário é usar as informações das empresas que compõem o CEMPRE para saber a quantas anda a reciclagem de eletrônicos e o que pode ser feito a respeito”, informou o presidente do CEMPRE, Victor Bicca.

 

Espera-se que o inventário fique pronto dentro de 4 meses. Os empresários do setor também estão na expectativa da aprovação, pelo Senado, da Lei de Resíduos Sólidos, que já passou pela Câmara. A nova Lei tem uma seção específica para tratar de logística reversa (nome que se dá à prática de gestão dos resíduos pela empresa que os gerou).

 

Mas o Brasil ainda engatinha nessa questão. Existem cerca de dez empresas que recolhem resíduos eletroeletrônicos no Brasil, mas o País não tem tecnologia para reaproveitar todo o material. Os componentes que contêm metais pesados, por exemplo, são enviados para fora do País, para cinco empresas que conseguem transformar o componente em metal novamente.

 

“O compromisso firmado entre o CEMPRE e o MMA e a aprovação da Lei de Resíduos Sólidos vão abrir novas perspectivas para o Brasil. É de se esperar que apareçam mais empresas que consigam lidar com a logística reversa no País, inclusive por meio de transferência de tecnologia. É uma área que está apenas começando”, afirmou o diretor de assuntos governamentais da HP, Hugo Valerio. 

 

Sem prejuízo

A Philips do Brasil iniciou um programa de logística reversa há dois meses. De acordo com Marcos Bicudo, presidente da empresa no Brasil, no primeiro mês foram recolhidas 8 toneladas de lixo eletroeletrônico. A Philips tem 40 postos de coleta no Brasil e o cliente tem também a opção de ligar para a empresa, para que ela recolha o material em sua casa.

 

“Para ser sustentável, a reciclagem tem de ter valor econômico, tem de ser economicamente viável. Um bom negócio é um negócio perene”, disse Bicudo.

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