Mitos servem para justificar a matança de baleias

Os países pró-caça usam toda sorte de argumentos para justificar a caça

14 Junho 2010 | 19h36

As nações pró-caça perpetuaram mitos para justificar a matança. Conheça alguns mitos sobre a caça às baleias:

 

Baleias comem muito peixe: alguns cientistas dizem que as baleias reduzem os estoques pesqueiros, deixando menos para as pessoas. O Japão sugeriu até mesmo que as baleias consomem seis vezes o consumo humano mundial de peixe.

 

Outros pesquisadores dizem que isso é nonsense. Os mares vêm convivendo com os peixes e as baleias há milênios – até que os humanos chegaram. O maior impacto se deu com o desenvolvimento da tecnologia a vapor, que possibilitou “arrastões” para pilhar os oceanos.

 

A caça é feita de forma humanitária: Os caçadores dizem que eles usam arpões com explosivos para matar os animais “rapidamente”, mas a Comissão Internacional da Baleia estima que a morte leva, em média, 14 minutos – se o arpão é atirado com eficácia. Se não, pode durar até uma hora.

 

As baleias que não morrem imediatamente são supostamente alvejadas com rifles. Contudo, integrantes do Greenpeace que presenciaram tais incidentes dizem que algumas são arrastadas para trás até se afogarem.

 

Caçar baleias é uma herança cultural: O Japão, a Noruega e a Islândia têm uma longa história de caça costeira às baleias (assim como a Bretanha), mas isso é muito diferente da versão moderna industrializada de caça.  Uma pesquisa de opinião do Greenpeace feita em 2006 descobriu que 69% da população japonesa era contra a caça e somente 5% comiam carne de baleia.

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