Ministros do Meio Ambiente chegam neste sábado na cúpula

Negociadores deverão preparar o caminho para que os chefes de Estado e Governo definam tratado

Efe,

11 Dezembro 2009 | 11h51

Dezenas de ministros e altos funcionários do Meio Ambiente dos 192 países participantes da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP-15) chegarão nesta sábado, 12, a Copenhague, com a esperança voltada em conseguir um acordo firme sobre a redução de gases do efeito estufa.

 

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Estes negociadores deverão preparar o caminho para que os 110 chefes de Estado e de Governo coloquem a base para encaminhar as negociações rumo a um documento juridicamente obrigatório sobre as emissões, a fim de substituir o Protocolo de Kioto, em vigor até 2012.

 

A conferência, que reúne entre 7 e 18 deste mês mais de 15 mil presentes, entre delegações oficiais, ONGs e imprensa, teve um duro enfrentamento entre os países ricos e em desenvolvimento em busca de recursos para mitigar as consequências da mudança climática nas nações pobres.

 

O porta-voz do G77, Lumumba Stanislaus Di-Aping, disse nesta quinta-feira que "as coisas não vão nada bem. Com toda probabilidade, esta conferência vai a fracassar, devido às más intenções de algumas pessoas", em clara alusão à atuação do Governo dinamarquês como anfitrião da reunião. Sobre os propósitos da Dinamarca na conferência, Di-Aping respondeu que não eram "nada bons".

 

O fundo destas declarações é uma minuta do Governo dinamarquês sobre a divisão das responsabilidades pelos efeitos do aquecimento global que vazou e que favorecia os países desenvolvidos nos preparativos sobre a redução de dióxido de carbono (CO2).

 

O choque de interesses entre China, que lidera o G77, e Estados Unidos na cúpula foi espetacular, principalmente devido à postura inamovível da China de não melhorar sua oferta de corte de emissões e a recusa de Washington de financiar medidas para que a China corrija os desmandos ecológicos em sua industrialização.

 

Sem um acordo entre estes dois países, que juntos contribuem com 40% das emissões globais de CO2, é considerado certo que fracassará em Copenhague o objetivo de conseguir um resultado vinculativo sobre as emissões.

 

A respeito, o movimento ecológico Greenpeace aplaudiu a proposta do grupo de 42 países ilhéus e litorâneos Aosis para que se alcance um compromisso vinculativo em Copenhague, que inclua uma profunda redução das emissões e um sólida financiamento para o mundo em desenvolvimento.

 

"Um acordo legalmente obrigatório, justo e ambicioso não só é essencial para a sobrevivência das nações menores e mais vulneráveis do planeta, mas para todos nós", disse o coordenador de política climática do Greenpeace, Martin Kaiser.

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