Ministros de Meio-Ambiente tentam resolver impasse climático

Ministros de Meio-Ambiente tentaram superar os atritos entre países ricos e em desenvolvimento em Copenhague neste domingo, dias antes do prazo final para um acordo visando lidar com as mudanças climáticas.

ALISTER DOYLE, REUTERS

13 Dezembro 2009 | 13h40

Yvo de Boer, chefe do Secretariado das Nações Unidas para Mudança Climática, destacando as divergências entre China e Estados Unidos, disse esperar que todos os países elevem suas propostas nas negociações.

"A China está pedindo aos Estados Unidos que façam mais. Os Estados Unidos estão pedindo à China que faça mais. Espero que nos próximos dias todo mundo possa fazer mais", disse.

Os ministros mantinham negociações informais durante a pausa na reunião entre 7 e 18 de dezembro, envolvendo 190 países, que vai culminar na cúpula de líderes mundiais na quinta e sexta-feiras, incluindo o presidente dos EUA, Barack Obama.

"Ainda há muitos desafios. Ainda há muitos problemas não resolvidos", disse a jornalistas a ministra dinamarquesa Connie Hedegaard. "Mas conforme os ministros começam a chegar, também há a disposição política."

As negociações unem representantes de países pobres e ricos que discutem quem é responsável pela redução das emissões, a profundidade delas e quem deve pagar por elas.

Países como China, Brasil e Índia dizem que os ricos devem fazer reduções mais fortes nas emissões e dar dinheiro aos pobres para bancar um fundo para crescimento sustentável.

"Um acordo certamente é possível. Se todos nós confiarmos uns nos outros e tivermos coragem e convicção, podemos chegar a um acordo justo e equilibrado em Copenhague", disse o ministro indiano do Meio-Ambiente, Jairam Ramesh, chegando às sessões de domingo.

Os países ricos dizem que as emissões de carbono estão crescendo com tanta rapidez que eles devem pedir restrições para evitar níveis perigosos de aquecimento.

A China diz que quer concluir um acordo antes de o premiê Wen Jiabao chegar à cúpula junto de outros líderes.

Exceto por 13 pessoas, a polícia libertou todos os quase mil detidos depois de uma manifestação no sábado, segundo um porta-voz da polícia.

(Texto de Emma Graham-Harrison, reportagem adicional de Anna Ringstrom, John Acher, Sunanda Creagh, Richard Cowan)

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