Minc reafirma que Brasil terá meta de corte de 40% no CO2

Nova previsão de crescimento econômico afetará os custos previstos do corte, mas redução acontecerá

Talita Figueiredo, da Agência Estado,

15 Outubro 2009 | 18h59

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que a meta de reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em 40% e o desmatamento, em 80%, no País, será mantida ainda que o Brasil cresça de 5% a 6%, como prevê a  ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. A projeção das metas havia sido estabelecida para um cenário de 4% de crescimento econômico. 

 

Países pobres já temem fracasso de Copenhague

 

Segundo o ministro, técnicos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) contratados para desenhar a nova projeção já têm os novos valores de investimento necessário para manter a meta, que deverá ser apresentada na Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas em Copenhague, em dezembro. O ministro, no entanto, não havia sido comunicado dos novos números.

 

"A ministra (Dilma Roussef, da Casa Civil) questionou o porquê dos 4%. Se o Brasil crescer mais até lá, o que aumenta a  emissão (CO2), qual vai ser o esforço complementar que teremos que fazer para chegar em 2020 com a mesma emissão de 2005?", comentou o ministro. Minc explicou que o crescimento médio de 4% até 2020, que ele mesmo considera "ousado", foi previsto com base em dados que os ministérios do Planejamento e da Fazenda forneceram à pasta.

 

"O fato de ter mais de um cenário (de crescimento) não significa que vamos diminuir os nossos esforços de reduzir emissões. Significa apenas que num cenário de crescimento médio, muito improvável, de 5% ao ano até 2020, vamos precisar de um esforço maior ainda. Quando se faz (projeções com) cenários de 4% ou 5% não significa que vamos diminuir (a meta), mas temos que estar preparados para o esforço adicional, porque implica em custos", afirmou.

 

A base da proposta é chegar a 2020 com emissão semelhante a de 2005, para isso reduzir 40%, sendo 20% com recursos do governo e outros 20% com programas setoriais de mitigação que dependem de fundos privados e internacionais. O que está sendo ajustado é o custo do governo, privado e do próprio consumidor.

 

Segundo o ministro, algumas opções são aumentar o investimento em energia eólica e em reciclagem, em hidrelétricas que não inundem a Amazônia e diminuir as térmicas.  O ministro esteve nesta quinta-feira, 15, no supermercado Carrefour, da Barra da Tijuca (zona oeste do Rio) para participar do Dia Nacional do Consumidor Consciente, que propôs que os consumidores passassem um dia sem usar sacolas plásticas.

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