Minc quer aumentar poder do Ibama na fiscalização ambiental

'Uma possibilidade é dar ao Ibama poder para leiloar imediatamente os bens apreendidos', disse o ministro

Leonardo Goy, Agência Estado

27 de maio de 2008 | 18h55

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, informou nesta terça-feira, 27, que proporá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ampliação dos poderes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na fiscalização de crimes ambientais. Segundo o ministro, a idéia é a de se dar ao Ibama poderes semelhantes aos da Receita Federal. "Uma das possibilidades é a de dar ao Ibama poder para leiloar imediatamente os bens apreendidos de criminosos ambientais", disse o ministro. Veja também:Sem poupar elogios a Marina, Lula chega a compará-la a PeléEstudo aponta redução na destruição da mata atlântica Inpe suspende divulgação de dados sobre desmatamentoEspecial: Amazônia - Grandes reportagens  Em relação à declaração do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que disse esperar da gestão de Minc mais rapidez na concessão de licenças ambientais para obras, o novo ministro informou que terá uma longa conversa com o colega. "Primeiro, para dizer que não sou 'Chapeuzinho Vermelho', mas direi que teremos uma ótima relação, pois acho que as hidrelétricas fazem a diferença. A nossa matriz (energética) é uma das mais limpas, porque as hidrelétricas geram pouca emissão de CO2." Minc acrescentou que pretende criar parques fluviais ao longo dos rios e usar os recursos das compensações ambientais pagas pelas usinas para preservar os recursos hídricos reflorestando as nascentes e os mananciais e criando dezenas de parques fluviais. O ministro acrescentou que pedirá a Lobão apoio na tentativa de tornar nacional um decreto que já está em vigor no Rio de Janeiro que determina que produtores de combustíveis fósseis terão que produzir um certo porcentual de energia renovável. Ao final da entrevista, o ministro evitou responder a perguntas sobre as mudanças no projeto da usina de Jirau feitas pelo consórcio liderado pela Suez Energy. Disse apenas que está tomando posse hoje e analisando todas as pendências.

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