Rhobson T. Lima/O Pantaneiro
Rhobson T. Lima/O Pantaneiro

Milhares de peixes morrem no Pantanal

O fenômeno coincidiu com a piracema, e está relacionado com o volume de cinzas produzido pelas queimadas no MS

Agência Estado

31 Janeiro 2011 | 21h47

Cardumes de pintados, pacus, dourados, cacharas e até arraias, estão boiando mortos pelo Rio Negro, em Aquidauana no Pantanal de Mato Grosso do Sul. A Polícia Militar Ambiental estima em várias toneladas, acrescentando que ainda não tem a dimensão da mortandade.

Segundo moradores ribeirinhos, a visão do desastre ecológico é a pior possível, com as baías e margens do Rio Negro forradas de peixes mortos. O fenômeno coincidiu com a piracema, época em que os peixes sobem os rios para procurar locais próprios para a desova.

O biólogo Roberto Gonçalves Machado, do Instituto Estadual de Meio Ambiente, constatou nesta segunda-feira pela manhã a ocorrência das mortes, consideradas de grande proporção, depois de voar sobre a região da sub-bacia do Rio Negro. No local a pesca é proibida por ser considerado um dos berçários de reprodução de peixes pantaneiros.

Técnicos do Instituto comentaram que os sintomas verificados durante a mortandade, são os mesmos ocorridos em outras ocorrências do gênero. Os peixes ficam agonizando com a cabeça fora de água em busca de ar, devido a falta de oxigeno na água. Essa deficiência é consequência do grande volume de cinzas produzidas pelas queimadas, que é levada pelas enxurradas para o leito dos rios pantaneiros.

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