Milhares de britânicos deixam suas casas temendo inundações

Cidades litorâneas de Reino Unido e Países Baixos estão em alerta devido à elevação da água no Mar do Norte

Efe,

09 de novembro de 2007 | 09h45

Milhares de pessoas foram retiradas de suas casas em várias localidades litorâneas do leste da Inglaterra, onde as autoridades temem que a alta do nível das águas provoque inundações, informou nesta sexta-feira, 9, a Agência de Meio Ambiente britânica (EA, sigla em inglês).   Veja também: 'Ondas de bananas' chegam a ilhas holandesas   Segundo a EA, a alta do nível das águas foi causada por uma corrente do Mar do Norte. O fenômeno pode pôr em perigo a população de Great Yarmouth, no condado de Norfolk, e de outras localidades do condado de Suffolk, além de causar danos materiais.   As autoridades estenderam o alerta ao litoral dos condados de Lincolnshire, Essex, North Yorkshire e Kent, no leste da Inglaterra.   Great Yarmouth deverá ser a área mais afetada pela alta do nível do mar. "Há ainda um risco de inundações no litoral. A boa notícia é que por enquanto as defesas contra as cheias não foram superadas.   Algumas estradas do litoral estão inundadas, mas isso pode ser efeito de uma combinação da ação das ondas e dos ventos", disse nesta sexta um porta-voz da EA.   Enchente histórica   A agência informou que, por enquanto, o nível das águas não é tão alto quanto se temia em princípio. Na quinta, especialistas compararam a atual situação com as inundações de 1953, quando centenas de pessoas morreram e grande parte do leste da Inglaterra ficou sob as águas.   O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, presidiu nesta sexta uma reunião do comitê de emergência Cobra para analisar com outros ministros a situação no leste da Inglaterra.   Nas localidades ameaçadas, várias pessoas passaram a noite em centros comunitários e escolas. Outras optaram por ficar nos andares mais altos de suas casas, informaram as forças de segurança. Até 30 escolas foram fechadas como medida de precaução.   O ministro do Meio Ambiente, Hilary Benn, disse ontem à noite que o governo está fazendo o possível para ajudar a população. Mas reconheceu que ninguém pode prever os efeitos da maré nas áreas Litorâneas.   Em Londres, a barreira do rio Tâmisa foi fechada na quinta-feira, para conter a alta do nível das águas. A cidade está "segura", garantiu Andy Batchelor, responsável pela supervisão local.   Países Baixos   As autoridades holandesas também adotaram uma série de medidas de proteção para evitar inundações devido a um forte temporal no Mar do Norte, que por enquanto só causou um aumento do nível da água.   É a primeira vez desde 1976 que a Holanda aplica medidas generalizadas de proteção do litoral e dos diques, segundo a Radio 1 holandesa.   Depois das inundações de 1953, que causaram 1.800 mortes, engenheiros holandeses projetaram o Plano Delta, um sistema de proteção das costas do país.   Por causa da tempestade prevista, na última quinta à noite pela primeira vez as autoridades fecharam a complexa comporta marítima Maeslantkering. Construída perto do porto de Roterdã, ela protege a província de Zuid Holland dos riscos de inundações.   Também foi fechada outra comporta marítima de grande porte, a Oosterscheldekering, no litoral sudoeste, na província de Zeelandia.   A maior parte do território da Holanda fica abaixo do nível do mar. Por isso, o país é muito vulnerável a tempestades, especialmente vindas do noroeste. O alerta se mantém no norte do país, onde o nível do mar ainda pode subir.   No porto de Antuérpia, no note da Bélgica, também foi fechada a comporta marítima, para evitar que a água que ultrapassa os diques chegue à cidade.

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