México promete buscar consenso antes da COP de 2010

Anfitrião da COP-16 quer ajudar a aproximar posições dos países para um tratado internacional vinculativo

Efe

08 Janeiro 2010 | 15h43

O Governo do México, o anfitrião da próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP-16), assumiu nesta sexta-feira o compromisso de trabalhar com "determinação e visão" nas negociações para criar um consenso antes do "transcedental" momento decisivo no final do ano.

 

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Durante o 21º Encontro de Embaixadores e Cônsules do México, a chanceler Patricia Espinosa prometeu que seu país vai trabalhar para "contribuir para a implementação de consenso e soluções eficazes" para lidar com as mudanças climáticas globais. 

 

Como anfitrião da próxima cúpula sobre o tema, o México vai redobrar os seus esforços "no complexo processo de negociação para a 16ª COP, para ajudar a aproximar as posições dos países da Ásia, África e Oriente Médio", disse ela.

 

Espinosa afirmou que vai fazer o mesmo com os países da América Latina e Caribe, cujos líderes vão visitar o México em fevereiro para o Grupo do Rio, que será realizado nos dias 22 e 23 de fevereiro no balneário de Cancún, "muitos dos quais serão severamente afetados pelo processo de mudanças climáticas". 

 

"É hora de aproveitar os esforços realizados ao longo dos anos para intensificar os nossos contatos com todos esses países e as boas relações que nós construímos", disse aa chanceler a diplomatas reunidos no Ministério das Relações Exteriores. 

 

A conferência do clima realizada em dezembro de 2009 em Copenhague terminou com um acordo mínimo entre os Estados Unidos, China, Índia, Brasil e África do Sul, do qual a União Europeia se sentiu excluída e que foi rejeitado por parte de Venezuela, Nicarágua, Cuba e Bolívia. 

 

Portanto, toda a atenção está focada no conclave do México, onde se espera que o acordo parcial - que prevê o limite de 2ºC para o aumento da temperatura global e a redução das emissões de gases poluentes - torne-se um tratado internacional vinculativo

 

O presidente mexicano Felipe Calderón tem trabalhado nos últimos anos para aumentar o compromisso do México, um país emergente na luta contra o aquecimento global através de compromissos específicos que não estavam previstos no Protocolo de Kyoto. 

 

Em 2009, Calderón anunciou a intenção de reduzir em 30% as emissões de gases de efeito estufa até 2020 em relação aos níveis atuais, desde que tenha o apoio financeiro e tecnológico para isso. 

 

Além de ocupar a Secretaria Pro-Tempore do Grupo do Rio, o México é membro do G-20, do Conselho de Segurança da ONU para o biênio 2009-2010, do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e do Grupo Cinco (G-5), e mantém esquemas de cooperação estreita com os países da América Central. 

 

Além disso, desde 1º de janeiro de 1994, faz parte, junto com Estados Unidos e Canadá, do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), e é "parceiro estratégico" da União Europeia desde outubro de 2008, com quem também tem um Acordo de Parceria Econômica, de Conclusão Política e de Cooperação desde 2000.

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