Meteorologistas prevêem temporada de furacões prolongada

Especialistas prevêem mais quatro tempestades, duas das quais evoluirão para furacões no Atlântico

Jim Loney, Reuters,

02 de outubro de 2007 | 17h59

enômeno meteorológico La Niña, que acontece no leste do Pacífico, deve prorrogar a temporada de furacões do Atlântico neste ano, durante a qual surgirão ainda mais quatro tempestades, duas das quais poderão virar furacões, afirmou uma equipe de meteorologistas na terça-feira, 2.    Os pesquisadores da Universidade Estadual do Colorado (CSU, na sigla em inglês) elevaram o número de tempestades previstas para a atual temporada de 15 para 17, das quais seis se tornariam furacões. Já se formaram 13 tempestades neste ano, e quatro delas transformaram-se em furacões.                                    A equipe da CSU, criada pelo pioneiro em previsões Bill Gray e atualmente liderada pelo cientista Phil Klotzbach, também disse prever que a Tempestade Tropical Karen seja elevada à categoria de furacão quando os dados forem novamente analisados ao final da temporada, elevando o número total de furacões para sete.                                    A temporada oficial de furacões do Atlântico estende-se de 1º de junho a 30 de novembro, mas, historicamente, seu período mais movimentado termina na metade de outubro.                                    Segundo os meteorologistas da CSU, a temporada chega ao fim, geralmente, quando aumenta o poder de corte dos ventos, uma diferença na velocidade dos ventos em diferentes altitudes, responsável por dissipar os furacões. Mas o aparecimento do La Niña, que esfria as águas do Pacífico, pode alterar esse padrão neste ano.                                    "O La Niña tende a reduzir os níveis de corte vertical do vento no Atlântico tropical, o que significa que a temporada de furacões demorará mais para chegar ao fim neste ano", afirmam os meteorologistas no relatório.                                    A mais recente previsão cita a chegada de um outro furacão "grande", de Categoria 3 ou mais na escala Saffir-Simpson, de cinco níveis. Os furacões de Categoria 3 possuem ventos sustentados de ao menos 177 quilômetros por hora.                                    A temporada já registrou dois furacões de grandes proporções, o Dean e o Felix, que chegaram à Categoria 5 e mataram várias pessoas. Essa foi a primeira vez que dois furacões de categoria 5 atingiram terra firme na bacia do Atlântico em uma mesma temporada desde o início dos registros, em 1851.

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