Meta de redução de CO2 deve ser fixada em lei, diz Marina

Ex-ministra criticou a decisão do governo de estabelecer a meta sem a participação do Congresso

Agência Brasil,

18 Novembro 2009 | 14h47

A senadora Marina Silva (PV-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, pretende apresentar uma emenda à Política Nacional de Mudanças Climáticas para que a meta brasileira a ser apresentada na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) seja, de fato, institucionalizada. A ideia é fixar a proposta de redução em lei.

 

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"A meta não pode ser protocolada apenas para aproveitar a conjuntura política que esse assunto pode render, a visibilidade para os líderes políticos", disse nesta quarta-feira, 18, ao participar de comissão geral sobre o assunto na Câmara. "Queremos institucionalizar a meta", completou.

 

Para Marina Silva, a meta deveria ter sido estabelecida pelo governo com a participação do Congresso. "O Poder Legislativo está atrasado no debate. O bom seria que tivéssemos uma proposta do Congresso Nacional. A Comissão do Clima tem feito esforço, mas não há uma posição do Congresso", afirmou.

 

A proposta brasileira de redução dos gases vai de 36,1% a 38,9% até 2020. Os números serão levados à COP-15 em dezembro.

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