Mesmo enfraquecida, tempestade Ida perturba atividade petroleira

A tempestade tropical Ida perde mais força e velocidade na terça-feira, mas ainda provoca fortes chuvas na costa norte-americana do Golfo do México e causa a interrupção de quase 30 por cento da produção de gás e petróleo na região.

KELLI DUGAN, REUTERS

10 Novembro 2009 | 10h35

Ida já foi um furacão da categoria 2, mas agora está menos ameaçador, com ventos de cerca de 95 quilômetros por hora, segundo boletim divulgado à 1h (4h em Brasília) pelo Centro Nacional de Furacões.

O avanço da tempestade também se desacelerou, e ele deve chegar à costa durante a terça-feira na região de Mobile, Alabama. A previsão é de que ele continue se enfraquecendo ao passar sobre águas mais frias, e que fique ainda mais fraco sobre terra, fazendo uma curva a leste sobre o norte da Flórida.

Um helicóptero da Guarda Costeira resgatou dois operários de uma plataforma petrolífera danificada pela tempestade ao sul de Nova Orleans. Dias antes, em El Salvador, a passagem do Ida causou deslizamentos e inundações que deixaram 124 mortos.

A Guarda Costeira interditou o porto de Mobile e proibiu o tráfego marítimo na baía da cidade. Vários condados costeiros do Alabama e da Flórida fecharam escolas e órgãos públicos, pedindo a moradores de áreas vulneráveis que deixem suas casas e trailers. Parte da costa do Alabama decretou toque de recolher durante a noite.

Ida, que passou de furacão a tempestade tropical durante a segunda-feira, representou a primeira ameaça real às instalações energéticas do Golfo do México na atual temporada. Algumas empresas paralisaram suas plataformas marítimas e retiraram seu pessoal.

O Serviço de Gerenciamento de Minerais dos EUA disse que a produção de petróleo do Golfo do México caiu 29,6 por cento, e a produção de gás diminuiu 27,5 por cento.

Os mercados energéticos são hipersensíveis a tempestades no Golfo desde a devastadora temporada de 2004, quando tempestades como o Katrina afetaram a produção e causaram uma elevação nos preços.

Jim Rouiller, meteorologista especializado em mercados energéticos, do instituto privado Planalytics Inc., disse que as plataformas marítimas do Golfo não devem sofrer danos. "Acho que até amanhã as operações serão normalizadas em toda a região produtora", disse ele na segunda-feira.

(Reportagem adicional de José Cortazar e Michael O'Boyle em Cancún, Nelson Renteria em San Salvador, Ivan Castro em Manágua, Erwin Seba em Houston)

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