Mercado de carbono da UE está fechado até segunda ordem

Roubo de € 30 milhões de permissões para emissão de carbono paralisa o mercado europeu por tempo indeterminado

The Guardian

27 Janeiro 2011 | 16h42

A suspensão das negociações no mercado de carbono na União Europeia, decretada emergencialmente na semana passada pela Comissão Europeia, pode se estender indefinidamente até que os países possam provar que seus sistemas estão protegidos contra fraudes. A decisão foi tomada depois que € 30 milhões de licenças de carbono foram roubados de contas de clientes por hackers na Europa Oriental.

 

Especialistas e operadores esperavam que a suspensão das operações terminasse na noite de quarta-feira (26), mas Bruxelas diz agora que o congelamento na compra e venda de créditos de carbono foi imposto para dar à comissão executiva algum tempo para pensar em possíveis soluções.

 

"A suspensão da semana passada foi uma medida transitória para que os membros da comissão tomem pé da situação e saibam como agir daqui por diante", afirmou o porta-voz da comissão do clima, Maria Kokkonen."Sabemos que 'vai doer', mas a dor se insere na tentativa de garantir que o mercado seja mais seguro. É a evolução pela crise."

 

Um total de 30 países que participam do Esquema de Transações de Emissões, parte da política de mudança climática da Europa, agora devem enviar avaliações da situação dos mercados regionais realizadas por monitores independentes.

 

No dia 19 de janeiro, a comissão suspendeu as transações de permissão para emissões depois que mais de 2 milhões de permissões valendo cerca de € 30 milhões foram roubadas por hackers. Bruxelas disse que metade dos paíese participantes do esquema não eram totalmente seguros. Permissões de emissão desapareceram na Áustria, na República Checa e na Grécia.

 

"Temos de checar os relatórios enviados e isso deve demorar algum tempo", disse Kokkonen, embora, de acordo com uma fonte da União Europeia, isso demorará "semanas, e não meses."

 

"A questão é que as instituições que reportam os resultados têm de ser realmente independentes. Os operadores de mercado e todos os que lidam com essa área concordam que a qualidade da segurança é mais importante que a velocidade. Esse processo não pode ser apressado", resumiu a secretária.

 

Ela acrescenta que enquanto a suspensão geral deve persistir por semanas, "devem ocorrer novidades na próxima semana" nas relações de país para país.

 

O Reino Unido deve ser um dos primeiros países a liberar as operações, enquanto os países em que os problemas foram originados terão mais dcificuldade para aderir aos padrões de segurança.

 

Quando houver uma câmara de compensações centralisada, esparada para 2013, esse tipo de problema não vai mais ocorrer, disse Kokkonen: "Mas temos de sobreviver até 2013."

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