Mau tempo volta a castigar o norte do México e mata um

Uma depressão tropical causava fortes chuvas na quinta-feira no norte do México, assolado na semana passada pelo furacão Alex.

GABRIELA LÓ, REUTERS

08 Julho 2010 | 20h34

A depressão, que chegou ao litoral por volta de 9h (horário de Brasília), perto do rio Bravo, e às 18h (hora de Brasília) se encontrava 15 quilômetros a oeste de McAllen, no Texas, deslocava-se para noroeste com ventos regulares de 45 quilômetros por hora.

O Centro Nacional de Furacões (CNF) dos EUA disse que já foram suspensos os alertas na região da fronteira, e que o sistema deveria se dissipar num prazo de 12 a 24 horas.

O rio Bravo, que normalmente é quase seco, transbordou por causa das chuvas provocadas pelo furacão Alex, superiores à capacidade das represas, e a abertura de comportas inundou várias comunidades.

O furacão causou prejuízos a mais de 120 mil pessoas nos Estados de Tamaulipas, Coahuila e Nuevo León, todos na fronteira com os EUA.

Na cidade de Anáhuac, a maioria dos 22 mil moradores foi retirada antes da inundação causada pela abertura de comportas rio acima. Cerca de 5.000 estão em albergues, e os demais, com parentes.

O governador de Tamaulipas, Eugenio Hernández, disse que uma pessoa morreu, mas não deu detalhes.

Em Nuevo León, a redução no nível das águas após a passagem do furacão Alex revelou mais corpos, elevando a 15 o total de mortos.

"Foi o pior fenômeno natural, pelo menos de que se tenha memória recente, que Monterrey em particular já sofreu, e o nordeste em geral, incluídos Nuevo León, Coahuila e Tamaulipas," disse o presidente Felipe Calderón numa reunião na cidade de Monterrey (capital de Nuevo León) para avaliar os danos causados pelo furacão.

O CNF disse que a nova depressão deve causar ventos fortes e chuvas de até 250 milímetros em algumas regiões.

"A última coisa de que precisamos são mais chuvas, significam mais destruição," disse uma mulher à TV Azteca, após dar à luz um menino num albergue de Monterrey.

(Reportagem de Gabriela López e Robin Emmott, com reportagem adicional de Scott DiSavino, em Nova York)

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