Mata Atlântica terá polo sobre mudanças climáticas

Iniciativa pretende investir R$3 milhões em projetos de pesquisa para preservar o bioma

O ESTADO DE S. PAULO

23 de setembro de 2010 | 14h31

O Brasil deverá sediar, a partir do ano que vem, um polo de pesquisas sobre o efeito das mudanças climáticas no bioma Mata Atlântica. A iniciativa está sendo capitaneada pela Fundação O Boticário, que prevê investir R$ 3 milhões em projetos de pesquisa e conservação com esse perfil.

 

“Vamos financiar projetos de pesquisas de médio prazo, de três a quatro anos de duração. O objetivo é conhecer os impactos das mudanças climáticas na Mata Atlântica, um campo ainda pouco estudado no Brasil”, explica Malu Nunes, diretora executiva da Fundação O Boticário. “Biomas como a Amazônia abrigam estudos sobre o efeito das mudanças climáticas nas florestas. A Mata Atlântica possui essa lacuna.”

 

Segundo ela, as diretrizes do novo polo serão discutidas em um evento que será realizado entre 29 deste mês e 1.º de outubro, em Curitiba.

 

Neste ano, a fundação, que comemora 20 anos de atividade, investirá um total de R$ 8,5 milhão em projetos de conservação da biodiversidade.

 

Os projetos ambientais, que possibilitaram a descoberta de 37 novas espécies da fauna e flora brasileiras, são financiados com o repasse de 1% da receita líquida da empresa de cosméticos O Boticário e com recursos doados pelos franqueados das empresa.

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