Alexandre Campbell/Divulgação
Alexandre Campbell/Divulgação

Marmita orgânica e reciclagem

Atriz Patricya Travassos assume atitudes sustentáveis no dia-a-dia e confessa seus 'pecados ambientais'

Alice Lobo, especial para O Estado de S. Paulo

30 Abril 2010 | 00h01

Para a atriz Patricya Travassos, o “mantra” cada vez mais repetido de que temos de salvar o planeta é uma forma equivocada de encarar o problema ambiental. “O mundo não precisa ser salvo, pois já passou por diversas eras, inclusive glaciais, e continua existindo”, afirma a apresentadora do programa Alternativa Saúde, do canal GNT. “O que está em jogo é a nossa sobrevivência e a sustentabilidade do planeta. E as pessoas não enxergam isso.”

 

A consciência sustentável de Patricya está presente em boa parte de seus hábitos: ela separa o lixo reciclável em casa (embora tenha curiosidade de saber se, depois, ele é de fato reciclado), não joga óleo de cozinha pelo ralo e evita desperdiçar água. “Ela vira esgoto em questão de segundos. Acho muito estranho ver alguém lavar a calçada com mangueira d’água. É tão gritante (o desperdício)”, diz a atriz. “Nós estamos nos exterminando com nossos próprios hábitos.”

 

Fora de casa, Patrycia também procura adotar práticas que agridam menos o meio ambiente. Sempre que sai para gravar, leva refeições e lanches saudáveis – um hábito diferente, mas que fez escola entre os atores da Globo. “Levo marmita para tudo quanto é gravação e aos lugares onde vou passar o dia inteiro. E todo mundo sempre quer a minha comida, pois alimentação no set é horrível, tudo industrializado, nada fresquinho”, diz Patricya, explicando que a maioria dos itens que leva é livre de conservantes.

 

Cerca de 30% a 40% dos hortifrútis que ela compra são orgânicos, mas revela que tem dificuldade para achá-los. “Não consigo comer tomate, morango e cenoura que levaram pesticidas ou agrotóxicos”, conta a apresentadora, que é vegetariana desde os 7 anos.

 

Pedalando

Patricya também procura ser sustentável na hora de se locomover. No Rio, tenta trocar o carro pela bicicleta. “Quando morava em Ipanema, fazia tudo de bike. Essa é uma cidade ótima para isso. Mas hoje moro em um morro e fica mais complicado. Então eu desço de carro até a minha mãe, estaciono e pego minha bicicleta”, conta.

 

E, ao falar do Rio e da tragédia que as chuvas causaram na cidade no início do mês, a apresentadora faz um desabafo, dizendo que poderia fazer mais pelo meio ambiente.

 

Um de seus maiores “pecados ambientais” é beber água mineral, dessas em garrafinhas plásticas. Para a atriz, são justamente essas garrafas PET uma das principais culpadas pelas inundações no Rio. “É um mar de plástico que desce o morro e entope tudo.”

 

Além das garrafinhas, ela também não consegue se livrar das sacolinhas plásticas. ” Mas culpa também os fabricantes do produto. “Por que a indústria e os fabricantes de saco plástico ou garrafa PET não param de fabricá-las e nos dão novas opções?”

 

Ela também faz um mea culpa sobre a iluminação da casa. Patricya admite que detesta luz fria, emitida por lâmpadas que gastam menos energia.

 

O ESPECIALISTA

Consultor propõe uso de lâmpada amarela

 

Para ajudar a apresentadora a reduzir o impacto ambiental das práticas das quais ela não consegue se livrar, José Guilherme Azevedo, da consultoria Max Ambiental, dá algumas dicas. Para ele, usar lâmpadas de baixa potência não resolve o problema. O ideal são as fluorescentes compactas, com filete em vez de bulbo.

 

“Como ela não gosta de luz fria, pode comprar modelos em amarelo, cuja iluminação é mais aconchegante.” Azevedo duvida que as empresas mudem sozinhas suas práticas, como pede a atriz. “Elas só buscarão outro caminho quando o consumidor exigir.”

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