Divulgação/ Marinha do Brasil
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Marinha decide afundar navio que tombou com minério da Vale

Informação foi divulgada após um relatório de inspeção estrutural e o 'náufrago forçado' deve acontecer com a embarcação sendo operada remotamente

André Borges e Andreza Galdeano, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2020 | 19h49

A Marinha do Brasil confirmou neste sábado, 6, que o Navio Mercante Stellar Banner será afundado em águas maranhenses a cerca de 150 quilômetros da costa. A informação foi divulgada após um relatório de inspeção estrutural e o "náufrago forçado" deve acontecer com a embarcação sendo operada remotamente recebendo apoio de mergulhadores.

"Para a fase do possível alijamento, ainda deverão ser retiradas as quantidades de óleos e de resíduos oleosos que permaneceram a bordo desde a reflutuação", informa a Marinha, afirmando que a carga presente no navio não oferece riscos à vida marinha e à vida humana.

O Stellar Banner, que tombou no mar do Maranhão carregado de minério de ferro da Vale, estava encalhado desde o fim de fevereiro. No dia 28 daquele mês, o Ibama havia confirmado o vazamento de 333 litros de óleo no mar. Logo depois, o instituto informou que não visualizou mais manchas de óleo. Atualmente, não há registro de vazamentos. 

A embarcação mede 55 metros de largura por 340 metros de comprimento, o que equivale à área de mais de três campos de futebol. O calado do barco (profundidade dentro da água) é de 21,5 metros, uma altura similar à de um prédio de sete andares.

Segundo o Ibama, o minério de ferro que estava na embarcação já foi retirado. Havia 295 mil toneladas de minério de ferro da Vale dentro do navio.  O Stella Banner estava carregado com cerca de 4 mil metros cúbicos de óleo, ou 4 mil toneladas. Esse óleo é extremamente tóxico e danoso ao meio ambiente. A embarcação adernou a cerca de 150 quilômetros do porto de Itaqui, no Maranhão, de onde saiu, quando seguia com destino ao porto de Qingdao, na China.

De acordo com a Marinha, a embarcação continuará sendo fiscalizada juntamente com as autoridades ambientais do Estado do Maranhão, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e Secretaria de Estado do Meio ambiente e Recursos Naturais.

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