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Marinha confirma que óleo atingiu segunda praia do Rio de Janeiro

Poluente foi encontrado nas cidades de São Francisco de Itabapoana e São João da Barra, no norte do Estado

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2019 | 13h44
Atualizado 26 de novembro de 2019 | 17h14

RIO - A Marinha confirmou na manhã desta terça-feira, 26, que os fragmentos de óleo encontrados na Praia de Santa Clara, em São Francisco de Itabapoana, no norte do litoral fluminense, são idênticos aos detectados no vazamento de óleo que atingiu a costa do Nordeste. O mesmo óleo já havia sido detectado em São João da Barra, também no norte do Rio de Janeiro.

Material poluente foi recolhido também na Praia de Guriri, em São Francisco do Itabapoana; na Praia do Barreto, em Macaé; e no Canal das Flechas, em Quissamã, mas, após análise do Instituto de Estudo do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), a constatação foi de que elas não correspondem ao óleo vazado no Nordeste.

Desde o início da primeira ocorrência, foram atingidas 772 localidades. Segundo a Marinha, há 16 dias não são encontradas manchas de óleo no mar. Ainda não há conclusões sobre o navio responsável pelo vazamento nem quanto ainda pode estar no mar.

Para Entender

Entenda o vazamento de petróleo nas praias do Nordeste

Óleo se espalha pelos 9 Estados da região. O poluente foi identificado em uma faixa de mais de 2 mil quilômetros da costa brasileira

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o conceito de "localidade" utilizado no mapeamento "se restringe a uma área de 1 quilômetro ao longo da costa", isto é, uma praia com 10 quilômetros de extensão tem 10 localidades. 

Em relação à fauna, ao menos 143 animais oleados foram identificados pelo Ibama. Os dados se referem especialmente a tartarugas marinhas (98) e aves (31). Nas redes sociais, a Fundação Mamíferos Aquáticos chegou a compartilhar imagens da recuperação de uma ave oleada encontrada em Maragogi, no litoral de Alagoas. 

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