Marina Silva defende união para desenvolver Amazônia

A ministra do Meio Ambiente afirmou ser necessário 'apressar a agenda do desenvolvimento sustentável'

Luiz Roberto Marinho, Agência Estado

08 de maio de 2008 | 14h12

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesta quinta-feira, 8, ser necessária a união de todos, do governo federal, dos governadores, do Congresso Nacional e da sociedade, para agilizar a execução de um novo modelo de desenvolvimento para Amazônia. Em discurso durante o lançamento do Plano Amazônia Sustentável (PAS), no Palácio do Planalto, afirmou ser necessário "apressar a agenda do desenvolvimento sustentável para se obter um novo paradigma de desenvolvimento da Amazônia."   Enfatizou não ser possível governar um território enorme "e 24 milhões de pessoas só com o Ibama, o Exército" e uma ou outra instituição." Defendeu uma "nova narrativa" para Amazônia, em vez da propaganda pura e simples sobre a origem e a qualidade dos seus bens e produtos, citando versos do poeta amazonense Thiago de Melo segundo os quais "nem é um novo caminho/é uma nova maneira de caminhar."   Fazendo questão de mencionar seus antecessores no Ministério, inclusive do governo Fernando Henrique Cardoso, citou, entre as realizações governamentais no meio ambiente, o fechamento de 1.500 empresas ilegais na região, a aplicação de multas superiores a R$ 4 bilhões, o remanejamento sustentável de três milhões de hectares de florestas.   O PAS, elaborado a partir de proposta discutida em maio de 2003, em Rio Branco, no Acre, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os governadores da região norte, estabelece uma série de compromissos dos governos estaduais, governo federal e sociedade. Entre esses compromissos, oficializados em documento assinado na solenidade pelo presidente e os governadores do norte, estão o desenvolvimento sustentável da Amazônia valorizando a diversidade social, cultural e ecológica da região, a ampliação do crédito a cadeias produtivas, o combate ao desmatamento.

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