Maré negra se aproxima da principal corrente do Golfo do México

Se atingir a corrente, petróleo atingirá fortemente o litoral do estado da Flórida

17 Maio 2010 | 16h21

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos informou que a maré negra de petróleo que avança pelo Golfo do México se encontra perigosamente perto da principal corrente marinha da bacia.

 

Vazamento pode ser 14 vezes maior que o estimado

 

Segundo os modelos mais recentes da NOAA, o vazamento de petróleo está a cerca de 32 quilômetros da principal corrente do Golfo, o que aumenta a possibilidade de que parte da mancha negra seja absorvida em breve pelo fluxo marinho e arrastada rumo ao sul da Flórida.

 

 Nesse sentido, novas imagens de satélite da Nasa mostram que uma parte do petróleo pode ter começado a ser absorvido pela forte corrente do Golfo, o que resultaria em uma ameaça direta para, entre outros, o frágil ecossistema da região de Florida Keys.

 

Os prognósticos da NOAA indicam que nos próximos três dias o vazamento de petróleo "já pode estar entrando na corrente do Golfo", embora ainda exista "incerteza". Tudo dependerá da direção dos ventos, disse Daniel Suman, professor da Faculdade de Ciências Marinhas da Universidade de Miami (UM).

 

Se os ventos do sul continuarem soprando, então o sul da Flórida se salvará; mas se soprarem para o oeste ou do norte para o sul, a mancha negra de petróleo será arrastada finalmente pela corrente e acabará chegando ao sul do Estado, disse Suman.

 

"Não sabemos que quantidade de petróleo pode chegar e, além disso, é uma incógnita a quantidade de petróleo que se movimenta a grande profundidade", disse.

 

Atualmente, 61 quilômetros de barreiras flutuantes contra o óleo se estendem ao longo da costa oeste da Flórida, nos condados de Bay, Escambia, Okaloosa, Santa Rosa e Walton.

 

Até o momento foram registradas na Flórida 1.174 reivindicações como consequência dos efeitos adversos do vazamento de petróleo, a maioria delas por "perda de receita ou de salários" no setor da pesca comercial, esportiva e de turismo.

 

No total, a empresa British Petroleum (BP), operadora da plataforma Deepwater Horizon que se incendiou no dia 20 de abril e afundou dois dias depois, já forneceu US$ 330 mil aos afetados na Flórida.

 

Apesar disso, as águas litorâneas da Flórida permanecem abertas para a prática esportiva da pesca, assinalou em comunicado a Comissão para a Conservação da Pesca e a Vida Selvagem da Flórida (FWC).

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