Mar Báltico sofre com poluição

Ele é destino de boa parte do esgoto sem tratamento dos países adjacentes, bem como de poluentes químicos

Brett Young, Reuters

09 Fevereiro 2010 | 14h40

Líderes políticos e homens de negócios estão reunidos em  Helsinque para unir esforços para limpar o mar Báltico, que sofreu décadas de poluição e é foco dos planos de expansão da indústria de combustíveis fósseis da Rússia.

 

O Báltico, que foi chamado pelos organizadores do encontro como o mar mais poluído do mundo, é ainda o destino de boa parte do esgoto sem tratamento dos países adjacentes a ele, bem como de poluentes químicos, incluindo lixo oriundo de agricultura, que causa um aumento das algas e ameaça a vida marinha.

 

Como se não bastasse, há também o problema do aumento do tráfego marinho. O porto russo de Ust Luga está sendo expandido e irá, provavelmente, operar com quase um quinto do total de exportações de produtos derivados do petróleo da Rússia, pois o país está buscando fazer mais negócios com a Europa.

 

 O primeiro-ministro russo Vladimir Putin está entre os participantes em Helsinque. Os organizadores disseram que cerca de 140 de empresas, ONGs e pessoas à frente da organização Baltic Sea Action Summit (BSAS) se comprometeram a cobrar vontade política das autoridades e no sentido de que as promessas feitas no passado se realizem.

 

“Para fazer isso acontecer em nível ministerial e em outros níveis precisamos desse tipo de pressão, precisamos de massa crítica”, disse Saara Kankaanrinta, a secretária geral do BSAS e uma das organizadoras do evento.

 

Kankaanrinta disse que os organizadores não estavam querendo doações em dinheiro dos participantes, mas trabalho “pro Bono” ou contribuições nesse sentido. Ela cita como exemplo o trabalho feito pela IBM para melhorar o sistema de navegação para o tráfego do mar Báltico.

 

O interesse político no Báltico cresceu com a construção do gasoduto Nord Stream, que transportará 55 bilhões de metros cúbicos de gás por ano da Rússia para a Alemanha até 2012.

 

O gasoduto tem todas as aprovações necessárias pelo governo e precisa apenas da bênção das autoridades ambientais finlandesas para que a construção comece.

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