Mapa da injustiça ambiental é lançado no Rio

Nova ferramenta reúne na internet cerca de 300 casos de injustiça ambiental georreferenciados em todo o País

Da Agência Fapesp

06 Maio 2010 | 10h31

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), lançou nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, o Mapa de conflitos envolvendo injustiça ambiental e saúde no Brasil. 

 

O mapa reúne cerca de 300 casos de injustiça ambiental georreferenciados distribuídos por todo o País. Disponível na internet, tem um sistema de buscas vinculado ao GoogleEarth. A busca dos conflitos pode ser feita por unidade federativa ou por palavra-chave.

 

Desenvolvido a partir de uma parceria entre a ENSP e a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), o mapa permitirá o monitoramento de ações e projetos que enfrentem situações de injustiças ambientais relacionadas à saúde em diferentes territórios e populações das cidades, campos, florestas e zonas costeiras.

 

O desenvolvimento foi coordenado pelos pesquisadores Marcelo Firpo, da ENSP, e Tania Pacheco, da Fase. O objetivo é apoiar a luta de populações e grupos atingidos em seus territórios por ações governamentais e projetos de desenvolvimento que impactam desigualmente grupos sociais vulnerabilizados pela desigualdade social.

 

O mapeamento inicial tem por foco a visão das populações atingidas, suas demandas, estratégias de resistência e propostas de encaminhamento. As informações destacadas revelam posições assumidas por parcela expressiva das comunidades atingidas, seja a partir de suas experiências, seja a partir de relatórios e artigos desenvolvidos por entidades, ONGs e instituições parceiras da Fiocruz.

 

Mais informações: http://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.