Manifestações em Copenhague exigem acordo sobre clima

Dezenas de milhares de ativistas realizaram um ato em Copenhague neste sábado, dia mundial de manifestações contra o aquecimento global. Os ambientalistas cobraram dos negociadores na reunião das Nações Unidas um acordo capaz de combater o problema.

ANNA RINGSTROM E ERIK KIRSCHBAUM, REUTERS

12 Dezembro 2009 | 14h00

"Faça algo agora", "Não há planeta B", "Mude a política, e não o clima" eram algumas das mensagens em faixas e cartazes exibidos pelos manifestantes na capital da Dinamarca. Alguns ambientalistas se fantasiaram de ursos polares. Outros, de panda. E uma chama subia da cabeça deles.

Ativistas traziam um balão gigante caracterizado como um homem das neves, ameaçado de derreter por conta do aquecimento provocado principalmente pela queima de combustíveis fósseis. Segundo os cientistas, isso trará desertificação, enchentes, ondas de calor e aumentará o nível do mar.

As estimativas sobre o número de manifestantes na capital da Dinamarca variaram de 25 mil, segundo a polícia, a cem mil, de acordo com os organizadores.

"Esta é a hora para gritar e fazer com que os líderes saibam que isso aqui é sério," disse Lin Che, 28, estudante de Taiwan, no ato de Copenhague.

Segundo a polícia, onze pessoas foram detidas por perturbar a paz, por porte de drogas, entre outros motivos.

Na conferência das Nações Unidas, delegados afirmaram que houve progressos em algumas frentes, mas as decisões mais difíceis, como cortes de emisão de gases e ajuda para regiões pobres, devem ficar para a reunião de cúpula.

"A semana que vem será crucial," declarou Rajendra Pachauri, que comanda na reunião o painel dos cientistas e pesquisadores sobre clima.

(Com a reportagem adicional de John Acher)

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