Mais de um quarto dos cetáceos corre risco de extinção

Notícia boa é que a baleia jubarte passou da categoria de 'vulnerável' para a de 'preocupação menor'

Efe

11 Agosto 2008 | 20h58

Mais de 25% das espécies de cetáceos no mundo estão ameaçadas, denunciou nesta segunda-feira, 11, a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês).   Um quarto das espécies de cetáceos (ordem de mamíferos aquáticos que inclui as baleias, golfinhos e botos) é considerado ameaçado e 10% são classificadas como "em perigo" ou "em perigo crítico", segundo a IUCN.   "A situação real poderia ser muito pior se considerarmos que mais da metade das espécies de cetáceos está na categoria de 'dados insuficientes', o que implica que é necessário prioritariamente uma futura pesquisa a respeito", afirmou o organismo em comunicado.   O texto diz que o mais ameaçador para os cetáceos são as colisões com navios, o fato de se enroscarem com freqüência nas redes de pesca, a deterioração dos hábitats e as perturbações acústicas.   O relatório também destaca que os sonares militares afetam, particularmente, as baleias bicudas que mergulham a grandes profundidades, assim como o golfinho cabeça-de-melão também conhecido como orca anã.   "Os botos são uma das categorias de cetáceos mais ameaçadas, sobretudo porque competem com os humanos por recursos de água doce que estão diminuindo", declarou Jean-Christophe Vié, diretor-adjunto do Programa de Espécies da IUCN.   No entanto, há uma boa notícia, é que através da revisão da lista vermelha da IUCN foi possível constatar que a baleia jubarte se recuperou e já não está ameaçada de extinção.   A jubarte passou da categoria de "vulnerável" para a de "preocupação menor".

Mais conteúdo sobre:
baleias meio ambiente

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.