François Mori/EPA/EFE
François Mori/EPA/EFE

G-7 anuncia R$ 83 milhões para combater incêndios na Amazônia

Ajuda foi divulgada pelos presidentes da França, Emmanuel Macron, e do Chile, Sebastián Piñera, durante encontro em Biarritz

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2019 | 08h58
Atualizado 26 de agosto de 2019 | 16h51

Correções: 26/08/2019 | 14h29

BIARRITZ - O G-7, grupo de países mais ricos do mundo, decidiu nesta segunda-feira, 26, desbloquear uma ajuda de urgência de US$ 20 milhões, o equivalente a cerca de R$ 83 milhões, para combater os incêndios florestais na Amazônia. A verba será usada principalmente para o envio de aviões para apagar o fogo na região, anunciaram os presidentes da França, Emmanuel Macron, e do Chile, Sebastián Piñera.

Além de mandar uma frota aérea, o G-7 elaborou um plano de ajuda a médio prazo destinado ao reflorestamento que será apresentado na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas no fim de setembro. Para isso, será necessário um acordo entre o Brasil, organizações não governamentais (ONGs) e populações locais.

A ajuda para a Amazônia foi anunciada durante uma reunião da cúpula do G-7 sobre o meio ambiente, em que se discutiu a situação enfrentada pela floresta. Macron priorizou o tema e no sábado, 24, pediu "a mobilização de todas as potências" para lutar contra as chamas e reflorestar a área devastada.

"Devemos responder ao chamado da selva que arde hoje na Amazônia de forma muito concreta", afirmou o presidente francês depois de questionar ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. 

De acordo com os últimos números, o País detectou 79.513 focos de incêndios desde o início do ano, dos quais mais da metade foi na Amazônia. Pressionado pela comunidade internacional, o Brasil reagiu neste domingo, 25, e enviou à região que está pegando fogo dois aviões C-130 Hércules. /AFP

Correções
26/08/2019 | 14h29

Ao contrário do informado originalmente, o valor que será repassado é de 20 milhões de dólares, não de euros.

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