Lula defende indústria de óleo de palma no Pará

Óleo será usado para produção de combustível vegetal com investimento de R$ 1,3 bilhão em dois projetos

Efe

07 Maio 2010 | 11h12

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira a industrialização da região amazônica por meio de iniciativas como o cultivo sustentável de óleo de palma para a produção de combustível vegetal.     "Isso é o começo de uma revolução na região", declarou Lula em discurso na cidade de Tomé-Açu, no Pará.

 

O presidente defendeu a implantação de indústrias no Pará para produzir óleo de palma que, segundo ele, pode contribuir para "reduzir a poluição do meio ambiente" e "gerar riqueza", em uma das regiões menos desenvolvidas do país.

 

Esse plano, que tem apoio do Governo e da Petrobras, pretende incentivar o cultivo e exploração de óleo de palma para produzir combustíveis. O programa prevê investimentos de R$ 1,3 bilhão e engloba dois projetos diferentes.

 

O primeiro contempla a produção de 120 mil toneladas de combustível por ano, destinado ao abastecimento da região norte do País, e o outro tem o objetivo de exportar parte desse combustível ao mercado europeu, com a colaboração da companhia petrolífera portuguesa Galp.

 

O governante lembrou que, apesar de ser um dos principais produtores de óleo de palma no mundo, o Brasil importa "quase a metade" da quantidade que consome. Lula manifestou que este programa lhe permitirá ao estado deixar de depender do mercado da madeira, um dos grandes responsáveis pela destruição da floresta amazônica, e defendeu as virtudes do plantio da palma, que reutilizará zonas desmatadas.

 

O Governo calcula que cerca de 2 mil agricultores serão beneficiados pelo projeto, que também gerará 7 mil empregos diretos nas unidades de tratamento e 15 mil indiretos. Além disso, segundo o Governo, o projeto beneficiará a região pela melhoria de estradas e pontes que acompanharão o plano.

 

Nesse sentido, Lula defendeu também a polêmica hidrelétrica de Belo Monte, que será a terceira maior do mundo, atrás apenas da chinesa de Três Gargantas e da Itaipu Binacional (brasileiro-paraguaia).

 

"As pessoas têm que entender", reivindicou Lula. Segundo ele, "a maioria do povo" do Pará está a favor da represa. A obra, que inundará cerca de 500 quilômetros quadrados de floresta e obrigará a remoção de 50 mil pessoas, mobilizou ecologistas, comunidades indígenas e diversas organizações sociais.

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