Lula convoca EUA e China para combater aquecimento

'Temos de falar muito com a China e temos muito a conversar com a Índia', disse o presidente

AE-DJ,

06 Outubro 2009 | 14h10

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos EUA, à China e a outros países que façam sua parte na redução das emissões de gases causadores do efeito estufa para que haja sucesso na reunião sobre o aquecimento global que ocorrerá em Copenhague em dezembro. "Se resolvermos um pouco do problema nos EUA e Obama tentar convencer o Congresso e o senado (norte-americanos)" a aceitar objetivos mais ambiciosos para o clima, "então as coisas podem avançar", disse Lula durante uma entrevista coletiva em Estocolmo, onde participou de uma cúpula entre a União Europeia e o Brasil.

 

Veja também:

linkLula diz que Brasil não pode ter meta de desmatamento zero

linkNão se pode separar economia e ecologia, diz Jeffrey Sachs

linkAquecimento pode reduzir PIB de países em até 20%, diz estudo

link Derretimento no Ártico pode afetar 25% da população mundial

link Mundo deve estar pronto para crise climática, diz Reino Unido

link Mudança no clima custará US$ 400 bi anuais, diz estudo

especialExpansão econômica vs. sustentabilidade

"Temos de falar muito com a China e temos muito a conversar com a Índia", acrescentou. "Precisamos chegar em Copenhague sabendo o quanto cada país emite", desde as menores nações africanas, como a Guiné-Bissau, até os EUA. "Cada país deve assumir a responsabilidade pelo prejuízo que está causando ao meio ambiente", acrescentou. "A partir do momento em que sabemos o quanto os EUA ou a China emitem, saberemos quais esforços eles precisarão fazer."

Lula disse lamentar que os EUA tenham estabelecido metas relativamente baixas para o corte de emissões de gases, usando como base os níveis de 2005, e que a Europa tenha assumido o compromisso de reduzir em 20% o volume de emissões registrado em 1990.

A cúpula mundial sobre o aquecimento global ocorrerá entre os dias 7 e 18 de dezembro em Copenhague. A reunião tem como objetivo chegar a um acordo para evitar que a temperatura mundial suba mais de dois graus Celsius por meio da redução das emissões de gases causadores do efeito estufa até 2015 e cortar estas emissões pela metade até 2050. As informações são da Dow Jones.

Mais conteúdo sobre:
clima aquecimento global Lula

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.