Lula cobra rapidez na regulamentação de política de resíduos sólidos

'Não podemos passar mais de 90 dias para regulamentar uma lei', diz o presidente

Tânia Monteiro, Agência Estado

02 de agosto de 2010 | 18h44

Obcecado com o final do mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a lembrar, em seu discurso de sanção da política nacional de resíduos sólidos, que "só tem mais cinco meses" de governo e que é preciso regulamentar o texto desta lei em no máximo 90 dias. 

 

link Análise: ‘Pontos altos e baixos da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos’

link Setor de eletroeletrônicos discute metas para logística reversa

link Conheça alguns aspectos da nova Política Nacional dos Resíduos Sólidos

 

"Não é possível demorar para regulamentar esta lei. Não podemos passar mais de 90 dias para regulamentar uma lei. Nós temos de juntar todos os ministros envolvidos na regulamentação, ver quem vai criar problema, e desta vez vou falar com a Erenice (Guerra, ministra chefe da Casa Civil). Não tem de ficar esperando todos os ministros concordarem com o texto. Na hora que constituírem a base do texto, levem para minha mesa que eu decido, porque só tenho mais cinco meses de mandato, gente", disse Lula.

 

"O tempo passa. Para a oposição, o tempo demora pra caramba. Mas pra mim está passando muito rápido", prosseguiu, provocando risos na plateia. 

 

Ao defender a rapidez na regulamentação da lei da política nacional de resíduos sólidos, o presidente Lula insistiu que quer que o texto esteja pronto em 90 dias e que não quer que se repita com a política de resíduos sólidos o que aconteceu com as  leis de saneamento e habitação, que levaram dois anos para poderem ser colocadas em prática. "E eu só fiquei sabendo porque fui em uma reunião e reclamaram comigo. Não é possível", desabafou Lula. 

 

A política nacional de resíduos sólidos determina que União, Estados e municípios elaborem estratégias para tratar do lixo, estabelecendo metas e programas de reciclagem. O projeto também proíbe lixões e traz para as indústrias a responsabilidade pelo descarte de produtos eletrônicos, pneus, lâmpadas fluorescentes, entre outros.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.