Lixo elétrico e eletrônico será quantificado

Uma parceria entre MMA e Cempre, ONG voltada para reciclagem, fará inventário em dez capitais do País

Lilian Primi, O Estado de S. Paulo

13 Maio 2010 | 10h20

Um acordo entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Comitê de Eletroeletrônicos da ONG Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre) vai permitir obter uma estimativa da quantidade de lixo eletroeletrônico gerado no País. Além do levantamento, que vai durar quatro meses e envolver dez capitais, o MMA está apoiando o lançamento de um site do Cempre que informa ao consumidor as empresas que reciclam aparelhos usados.

 

Fazem parte da iniciativa as empresas do Comitê de Eletroeletrônicos do Cempre (Carrefour, Dell, HP, Intel, Pão de Açúcar, Phillips, Wal-Mart, J&J, Casas Bahia e Procter & Gamble). Elas informam como devolver produtos como computadores, televisores, máquinas impressoras, celulares e também micro-ondas, geladeiras, etc.

 

Como ainda não existe uma lei que regule a atividade, cada fabricante tem a sua logística. O programa da Phillips, por exemplo, utiliza a rede de assistência técnica e duas redes de supermercados (Carrefour e Walmart) para recolher os equipamentos. “Em quatro meses de funcionamento foram recolhidas 8 toneladas de equipamentos”, conta a secretária da Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Samyra Crespo.

 

Plano Nacional

O site é a primeira iniciativa que reúne fabricantes em um programa de informação e orientação ao consumidor e antecipa os acordos setoriais previstos no projeto de Lei 203/2001, que cria o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “Nossa previsão é a de que o projeto de lei seja aprovado antes do fim da Semana do Meio Ambiente, marcada para o início de junho”, diz Samyra.

 

Depois de aprovada, a Lei deverá ser regulamentada e, nesta fase, estão previstos acordos setoriais para criar um sistema eficiente de coleta de aparelhos velhos, a chamada logística reversa. Por exemplo, o que fazer com as geladeiras velhas, difíceis de descartar. “Antigamente, as pessoas davam a geladeira velha para alguém. Hoje essa possibilidade não existe mais, já que com R$ 20,00 por mês compra uma nova e de consumo de energia muito menor”, diz. O prazo para que o sistema comece a funcionar efetivamente é de dois anos.

 

Samyra diz que o MMA também discute a criação de um incentivo – como um bônus de desconto – para o consumidor que descartar o seu lixo eletroeletrônico.

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