Limpeza de vazamento custa US$ 6 milhões ao dia; BP perde US$ 25 bi

A petrolífera BP se declara uma empresa amiga do ambiente, que vai 'além do petróleo'

Associated Press

30 Abril 2010 | 16h43

Desde o acidente com a plataforma de petróleo no Golfo do Mèxico, o valor da empresa reponsável, a BP, no mercado de ações caiu US$ 25 bilhões. As despesas com a limpeza da mancha de óleo estão estimadas em US$ 6 milhões ao dia, e a companhia ainda poderá ter de assimilar custos de multas, ações na Justiça e na adaptação de plataformas de petróleo para evitar novos acidentes.

 

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A petrolífera BP se declara uma empresa amiga do ambiente, uma companhia energética que vai "além do petróleo". Essa imagem, avaliada em bilhões de dólares, está sendo ameaçada pela incapacidade da empresa em deter um enorme vazamento de petróleo no Golfo do México.

 

À medida que a mancha de petróleo se aproxima dos mangues e da vida silvestre ao longo da costa do Estado de Louisiana, a BP enfrenta o que talvez seja o maior desafio de relações públicas já vivido por uma empresa petrolífera desde o desastre do petroleiro Exxon Valdez no Alasca, em 1989.

 

A imagem de amiga do meio ambiente da BP sobreviveu a acidentes anteriores, incluindo a explosão de uma refinaria no Texas e um vazamento de oleoduto no Alasca. Mas a explosão da plataforma na semana passada e o dano ambiental que se segue serão um grande problema, dizem especialistas.

 

Especialistas em marketing e ambientalistas dizem que a resposta da BP está sendo, até agora, superior ao tratamento dado pela Exxon ao caso Valdez. A BP dedicou a maior parte de seu website ao desastre, e está realizando entrevistas coletivas regularmente.

 

Mas houve deslizes. No mais notável, a BP aparentemente tentou minimizar o caso no início, estimando o vazamento em 1.000 barris diários. O governo depois corrigiu o número para 5.000.

 

Além disso, autoridades locais das comunidades que estão no caminho da mancha de petróleo queixam-se da falta de comunicação com representantes da empresa.

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