Laos poderá ficar sem elefantes em 50 anos

Segundo 'Elefant Asia', desmatamento, caçadas por marfim e trabalhos diários ameaçam esses animais

Efe

19 de março de 2008 | 20h14

Segundo o grupo de conservação Elefant Asia, Laos, país asiático localizado nas proximidades da China, conhecido na antiguidade como Lan Xang ou "Terras do Milhão de Elefantes", poderá ficar sem esses mamíferos em apenas 50 anos caso persista a atual destruição de seu habitat natural pelo desmatamento.   O grupo Elefant Asia, com sede na França, alertou nesta quarta-feira, 19, que os dois mil exemplares que ainda existem no país apresentam uma taxa de natalidade cada vez menor e estão em grave risco de desaparecimento.   Além disso, as pequenas comunidades de elefantes selvagens estão cada vez mais isoladas e aqueles que vivem em cativeiro são submetidos a mais de oito horas diárias de trabalho, o que os deixa cansados demais para procriar.   O presidente do grupo, Sebastien Duffillot, assinalou que os animais enfrentam ainda o desmatamento ilegal dos bosques, além de caçadores em busca do marfim de suas garras.   Duffillot disse, ainda, depositar suas esperanças no ecoturismo para salvar as populações de elefantes do país.   Por centenas de anos os elefantes foram o principal meio de transporte no país, além de servir como maneira de manter sua independência, mandando dezenas de espécimes para a China e para o Vietnã como pagamento de impostos.   Em todo o Sudeste Asiático apenas sobrevivem cerca de 1,5 mil exemplares de elefante asiático, que está contido na "lista vermelha" de animais em grave perigo extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza.

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