La Niña aumenta risco de tempestades no Golfo do México

O fenômeno climático La Niña ganhou força em agosto e poderá gerar uma onda de tempestades no final da temporada de furacões e colocar em risco o Golfo do México, anunciou o Centro de Predição Climática dos EUA na quinta-feira.

REUTERS

09 de setembro de 2010 | 15h36

O fortalecimento do La Niña poderia "contribuir para uma atividade de furacões aumentada no Atlântico ao reduzir as variações bruscas de vento vertical sobre o Mar do Caribe e o Oceano Atlântico tropical", disse o CPC em um relatório mensal.

Embora as projeções para tempestades tenham caído recentemente, muitos meteorologistas ainda esperam um ano movimentado.

O período de pico para a formação de tempestades durante a temporada anual de furacões vai de meados de agosto a meados de outubro. A temporada termina em 30 de novembro.

O CPC é uma agência sob a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) que monitora regularmente o La Ninã e o El Niño.

O fenômeno La Niña produz águas mais frias do que o normal na região equatorial do Oceano Pacífico. Já o El Niño é o aquecimento anormal dessas águas. Ambos ocorrem a cada três ou quatro anos e podem modificar os padrões climáticos nos EUA, chegando até a Índia.

Qualquer aumento nas tempestades é preocupante no Golfo do México, que abriga cerca de 27 por cento do petróleo norte-americano de 15 por cento do gás natural, de acordo com o Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Muitos meteorologistas já disseram que o número de furacões que atingem os EUA aumenta durante os anos de La Niña e diminui quando vem o El Niño, uma situação que ocorreu em 2009.

O CPC afirmou que o início do outono no Hemisfério Norte indica que La Niña "começará a exercer uma influência crescente sobre o tempo e o clima nos Estados Unidos".

O centro informou que isso incluirá uma quantidade de chuvas acima do normal no Noroeste do país e "precipitações abaixo do normal no Sudoeste e em partes do Vale do Mississippi e do Vale do Tennessee".

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