Junho registra desmatamento de 312,69 km² da Floresta Amazônica, diz Inpe

O Estado que mais desmatou foi o Pará, com 119,63 km²; valor representa um aumento de 28,3% em relação a 2010

estadão.com.br com Reuters

02 Agosto 2011 | 12h13

Foram desmatados 312,69 km² da Floresta Amazônica em junho, segundo o sistema de alerta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) chamado Deter, que é rápido e menos preciso. O Estado que mais desmatou foi o Pará, com 119,63 km². A pesquisa do mês teve 21% de áreas não monitoradas devido à cobertura das nuvens.

 

O total desmatado em junho de 2010 foi 243.7 km2. O valor de 2011 representa, portanto, um aumento de aproximadamente 28,3%.

 

O Estado de Mato Grosso ficou em segundo lugar no ranking, com 81,54 km² desmatados. Em seguida vêm Rondônia (64,15 km²), Amazonas (41,68 km²), Maranhão (5,16 km²) e Tocantins (0,53 km²).

 

A morte de cinco ambientalistas na região Norte do país num período de menos de um mês entre maio e junho, a maioria no Pará, levou o governo federal a anunciar uma ofensiva das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança Pública para investigar as mortes e conter a violência na região.

 

De acordo com o Inpe, o Mato Grosso, principal produtor de grãos do país, veio logo atrás com 81,54 quilômetros quadrados de perda florestal em junho, à frente de Rondônia, cujo desmatamento somou 64,15 quilômetros quadrados.

 

No final de maio a Câmara dos Deputados aprovou uma reforma do Código Florestal. Na visão de ambientalistas, o texto aprovado na Câmara anistia produtores rurais que desmataram ilegalmente e pode incentivar novas perdas florestais.

 

Trechos do texto aprovado pelos deputados desagradam também ao governo da presidente Dilma Rousseff, que deve buscar mudanças na matéria quando ela for analisada pelo Senado.

 

O Inpe informou que em junho deste ano 21 por cento da área da Amazônia Legal --região formada por Acre, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão-- estava coberta por nuvens, o que impossibilitou a análise dos satélites. Em junho de 2010 essa área correspondia a 28 por cento da Amazônia Legal.

 

O desmatamento da Amazônia é o principal responsável pelas emissões de gases do efeito estufa brasileiras. O país assumiu compromissos internacionais de redução de suas emissões e do desmatamento da floresta.

 

A adoção dessas metas é parte dos esforços que o país vem empreendendo nos últimos anos para conquistar um protagonismo ambiental no cenário internacional.

 

(Com informações de Afra Balazina, de O Estado de S. Paulo)

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