Nasa
Nasa

Junho foi o mês mais quente e pode fazer 2015 bater recorde

Elevação de 0,8°C em relação à média do mês ao longo do século 20 é motivada pelo fenômeno El Niño, de acordo com a Nasa

Giovana Girardi, O Estado de S. Paulo

20 Julho 2015 | 17h58

O mês passado foi o junho mais quente dos registros históricos. O dado, divulgado pela Nasa na semana passada, aponta que a temperatura média global no mês foi 0,8°C maior que a média histórica do período, o que sugere que 2015 pode quebrar um novo recorde de temperatura. 2014, por enquanto, ocupa essa posição.

Os registros mensais da agência espacial norte-americana tiveram início em 1880 e são comparados com a média observada no século 20. O mês passado superou junho de 1998, até então o mais quente (0,77°C acima da média). O motivo, na época, foi a ocorrência do El Niño, fenômeno de aquecimento das águas do oceano Pacífico que está acontecendo agora também.

É ele que está causando, por exemplo, esse inverno estranhamente úmido em São Paulo. Alguns meteorologistas já estimaram que o El Niño de 2015, que vem crescendo em intensidade nos últimos dois meses, pode ser o mais forte dos últimos 50 anos, o que pode contribuir para aquecer ainda mais um planeta que já está sofrendo com elevação da temperatura por causa das altas emissões de gases de efeito estufa. A média global de temperatura do ano passado foi 0,69°C maior que a média do século 20.

De acordo com o meteorologista Marcelo Schneider, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Brasil começou a sentir mais os efeitos do El Niño no último mês. Para São Paulo, no entanto, a presença de umidade tem contribuído para segurar um pouco a elevação da temperatura. A média das temperaturas mínimas na capital em junho deste ano foi de 14,1°C. No mesmo mês do ano passado, foi de 14,6°C.

Ele afirma, no entanto, que o fenômeno deve se intensificar nos próximos meses, o que pode trazer extremos rápidos de temperatura - pode fazer mais calor e, eventualmente, até alguns dias mais frios, mas a baixa temperatura teria curta duração.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.