Jardim Botânico do Rio terá mudança de comando

Samyra Crespo, que ocupa cargo no Ministério do Meio Ambiente, deve assumir presidência no lugar d Liszt Vieira

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

30 Março 2013 | 18h40

RIO - A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Samyra Crespo, é o nome mais cotado para assumir a presidência do Jardim Botânico, no lugar de Liszt Vieira, que entrou em conflito com governo por causa da disputa fundiária que envolve a direção do parque e moradores de casas localizadas na área do Horto Florestal, no Rio.

A notícia da substituição de Liszt, que aconteceria em abril, foi publicada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo. A assessoria de imprensa do Ministério do Meio Ambiente informou, no entanto, que não há nada fechado sobre o nome do sucessor de Liszt.

No comando do Jardim Botânico desde 2003, Liszt anunciou a intenção de deixar o cargo no ano passado. Ele defende a saída das famílias e que a União ofereça uma alternativa de moradia para os atuais ocupantes das casas. Já a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) trabalha pela permanência das 620 famílias e a regularização fundiária das casas, construídas na área do Horto Florestal.

Saída. Liszt disse não ter sido informado sobre mudanças. "Minha saída já foi conversada, mas não minha substituição. Falei com o Ministério do Meio Ambiente ontem (anteontem) e me responderam que não há nenhuma decisão tomada. Ainda não há data para minha saída. Estou esperando que a ministra me comunique", disse o presidente do Jardim Botânico.

Segundo o jornal O Globo, o ministério pretende anunciar uma solução intermediária para as famílias que ocupam a área do Horto Florestal, com remoção de uma parte e permanência de outra. O ministério informou que não está fechada nenhuma proposta a ser levada aos moradores.

Na quarta-feira passada, uma bomba caseira explodiu na escadaria da Escola Nacional de Botânica Tropical, que funciona no Jardim Botânico. Não houve feridos. O caso é investigado pela Polícia Federal.

Integrante de uma família que vive na região e defensor da permanência dos moradores e da regularização fundiária, o deputado Edson Santos (PT-RJ), disse que vai se reunir na segunda-feira com os policiais federais. "Há uma tentativa de criminalizar essa questão. O esforço do governo é para não aprofundar a crise", afirmou o deputado.

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