Japão vai fornecer US$ 2 bi para a biodiversidade em países emergentes

Apesar dos poucos detalhes, anúncio do fundo japonês acalma entraves na COP-10

AP

27 Outubro 2010 | 12h24

O Japão ofereceu 2 bilhões de dólares para ajudar as nações emergentes a alcançar os objetivos de preservação das espécies que estão sendo analisados na Conferência das Partes da ONU sobre Biodiversidade Biológica, uma iniciativa que  poderia tirar as negociações da estagnação.

 

A Conferência de duas semanas de duração trata de estabelecer metas para 2020 que desacelerem ou detenham a perda de biodiversidade mundial e os danos aos ecossitemas.

 

O Brasil se pronunciou imediatamente favorável. "É uma boa notícia", afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. "Novos fundos e dinheiro adicional são absolutamente importantes para a nova fase de negociações", agregou. Teixeira havia afirmado na terça-feira que as negociações internacionais sobre a biodiversidade em Nagoya devem dar lugar a um acordo para "frear a biopirataria".

Os cientistas advertiram que a menos que sejam tomadas medidas para preservar as espécies, o ritmo de extinções vai aumentar e o intrincado equilíbrio do mundo natural poderia se romper, com consequências devastadoras - como o colpaso das populações de peixes e a redução do acesso à água potável.

 

"Devemos por fim a esta grande extinção", disse o primeiro ministro japonês, Naoto Kan, durante a conferência em Nagoya, ao anunciar a oferta de ajuda de US$ 2 milhões durante os próximos três anos. 

 

Mas os delegados não conseguirar acordos sobre os temas mais polêmicos em pauta: estabelecer uma meta para áreas marinhas protegidas e um sistema de distribuição equitativo dos benefícios gerados  pela biodiversidade, como os princípios ativos usados pela industria farmacêutica e encontrados em países em desenvolvimento, por exemplo. 

  

Existe uma grande polêmica sobre o quanto dos oceanos deve ser protegido:atualmente, cerca de 1% de zonas marinhas do mundo estão protegidas. Os delegaos debatem a possibilidade de elevar essa proporção para 6%, cifra defendida pela China, 10% ou até 20%.

 

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