Japão pretende cortar emissões em 11% até 2020, diz ministério

O Japão conseguiria, até 2020, diminuirsuas emissões de gases do efeito estufa para um patamar 11 porcento inferior aos níveis de 2005, afirmou um estudo doMinistério do Comércio do país divulgado na quarta-feira. A cifra representa um corte muito menor nas emissões do queo proposto por autoridades da Organização das Nações Unidas(ONU) e pela União Européia (UE). O Japão conseguiria atingir essa meta por meio de reformasem seu sistema de suprimento de energia, o que incluiriainstalar painéis solares em 70 por cento das novas moradias eampliar a participação da energia nuclear na geração deeletricidade -- passando a representar 45 por cento dosuprimento total, em vez dos atuais 30 por cento --, bem comomelhorar em 15 por cento a eficiência no consumo decombustíveis em veículos automotores. As medidas fariam com que as emissões do Japão caíssem para1,214 bilhão de toneladas em equivalentes do gás carbônico até2020, o que significaria uma redução de quase 11 por cento emrelação aos 1,359 bilhão de toneladas registrados em 2005,afirmou o estudo, que calculou os custos desses cortes em maisde 500 bilhões de dólares. A emissões totais do Japão até 2020 ficariam, segundo asestimativas, 4 por cento abaixo dos níveis registrados em 1990,a base de cálculo usada pelo Protocolo de Kyoto. Mas essa redução é pequena quando comparada com os planosde corte da União Européia (UE), que pretende diminuir até 2020em um quinto seus níveis de emissão em relação aos registradosem 1990. O chefe da área de mudanças climáticas da ONU, Yvo de Boer,dirige atualmente os esforços para prorrogar ou substituir oProtocolo de Kyoto depois de 2012 e defende que os paísesdesenvolvidos adotem, para 2020, o compromisso de cortar suasemissões para um patamar de 25 a 40 por cento inferior aosníveis de 1990. A defesa dessa meta deverá ser feita no encontro de julhodo Grupo dos Oito (G-8), marcado para ocorrer no Japão. A próxima rodada das negociações lideradas pela ONU sobreas mudanças climáticas deve ocorrer em Bangcoc entre os dias 31de março e 4 de abril, em meio a um processo previsto paraterminar em 2009 e que deve resultar em um pacto global quecomprometeria todos os países do mundo com a adoção de medidaspara enfrentar as mudanças climáticas. (Reportagem de Risa Maeda)

REUTERS

19 de março de 2008 | 13h34

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