Japão compra direitos de emitir CO2 da Ucrânia

O Japão fechou nesta quarta-feira um acordo para comprar direitos de emissão de carbono da Ucrânia, em seu primeiro acordo do gênero feito entre governos sob o Protocolo de Kyoto e abrindo caminho para outros negócios similares em breve.

RISA MAEDA, REUTERS

18 Março 2009 | 12h52

O governo ucraniano entregará ao Japão 30 milhões de toneladas de AAUs (sigla em inglês para as unidades correspondentes à redução da emissão de gazes que provocam o efeito estufa).

A venda está atrelada a seis projetos ambientais específicos na Ucrânia, alguns ligados a energia renovável, informou o governo japonês em comunicado.

Os outros incluem conservação energética, mudança para combustíveis mais limpos, e a redução da emissão de outros gases causadores do efeito estufa, além do dióxido de carbono.

O valor do negócio não foi divulgado.

O Japão afirmou que espera completar outro acordo entre governos em abril, com outro país do leste europeu, com estimativa de envolver também dezenas de milhões de toneladas de AAUs, para ajudar a cumprir sua meta de emissão de gases estabelecida no Protocolo de Kyoto.

De acordo com o protocolo, países industrializados confortáveis com suas metas de redução podem vender seus direitos de emissão de gases, ou AAUs, para outros governos.

O número de AAUs a que cada nação tem direito é calculado com base nos níveis de emissões de 1990, ano-base para Kyoto. Cada AAU representa uma tonelada de CO2 equivalente.

Diversos países que formavam a antiga União Soviética possuem um excesso de AAUs depois que suas pesadas indústrias foram ao colapso na década de 1990, e têm oferecido a venda desses direitos a países que estão acima da meta de Kyoto, incluindo o Japão.

Depois que o segundo acordo japonês for anunciado, o país terá assegurado a maior parte dos créditos de compensação de 100 milhões de toneladas que planeja comprar durante o período de 2008 a 2012, disse uma fonte do governo.

Uma outra fonte disse à Reuters que as conversas com a Polônia e a Hungria foram adiadas, aumentando as chances de um negócio com a República Tcheca.

Uma autoridade do governo tcheco disse em 17 de fevereiro que o país estava prestes a vender metade de suas AAUs ao Japão.

O país tem um saldo de 150 milhões de toneladas em créditos e, segundo o governo, pode vender até 100 milhões de toneladas.

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