Japão adia esquema de negociação de emissões de gases

O Japão adiou nesta terça-feira planos de criar um esquema nacional de negociação de emissões de gases do efeito estufa, cedendo a poderosos grupos empresariais que alertaram para perda de empregos, já que competem com rivais no exterior que não precisam cumprir tantos regulamentos relacionados ao clima.

RISA MAEDA, REUTERS

28 Dezembro 2010 | 08h59

O governo apresentou um projeto sobre a questão climática ao Parlamento, o qual inclui o prazo de um ano para elaboração de um esquema nacional de negociação de emissões. Depois do adiamento desta terça-feira, esse projeto passará por revisões na próxima sessão parlamentar, que começa em janeiro.

A decisão é um golpe na expectativa da União Europeia de que grandes poluidores de gases do efeito estufa introduzissem esquemas de negociação de emissões, depois que revezes semelhantes ocorreram nos Estados Unidos e Austrália.

Um encontro da ONU este mês em Cancún, México, fracassou no esforço de pôr fim às incertezas sobre um pacto mundial a respeito do clima a partir de 2012. Isso provavelmente fará com que grandes poluidores retardem a elaboração de leis mais duras de contenção dos gases do efeito estufa, em especial o dióxido de carbono (CO2) proveniente de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo.

A Coreia do Sul também adiou a apresentação de leis sobre a questão no Parlamento por causa de temores sobre danos aos negócios.

O ministro de Estratégia Nacional do Japão, Koichiro Gemba, encarregado do assunto, disse que o esquema de negociação de emissões requer análise mais cuidadosa, indicando que tinha sido, na prática, arquivado.

Ele enfatizou, contudo, que o país não descartou inteiramente os planos de introduzir um esquema de negociação de emissões.

Havia a previsão de que o Japão, quinto maior emissor mundial de gases do efeito estufa, iria lançar o esquema até o início de 2013 para conter as emissões das empresas.

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