Jabuti gigante que viveu há oito milhões de anos é apresentado no Acre

Fragmentos fósseis do animal, de um metro de altura, haviam sido coletados em 1995 e foram montados por 17 anos

Itaan Arruda, Estadão

16 Abril 2013 | 18h29

RIO BRANCO - Os 30 anos de atividades do Laboratório de Pesquisas Paleontológicas (LPP) da Universidade Federal do Acre (Ufac) começaram a ser comemorados  ontem,16, com a apresentação da sua nova estrela da coleção  fóssil: um jabuti gigante, medindo, aproximadamente, 1,65 metro de comprimento, 90 centímetros de largura de carapaça e um metro de altura.

Segundo  os pesquisadores do LPP, o gigantesco animal, pertencente ao gênero Chelonoidis, viveu durante o período chamado "Mioceno Superior", há cerca de oito milhões de anos. Seus fragmentos fósseis foram coletados em 1995, no Alto Rio Acre, em área do município de Assis Brasil.

Dezessete anos depois da coleta, com o processo de montagem dos fragmentos, tem-se a reconstituição exposta agora, incrementada com elementos artificiais que representam as patas e a cabeça do jabuti. "Possivelmente, esses jabutis gigantes, cujo habitat foi a América do Sul, tenham sido os ancestrais diretos dos animais da mesma espécie, também de grandes dimensões, mas não tanto, que hoje podem ser encontrados apenas nas Ilhas Galápagos", explicou o professor Edson Guilherme, doutor em Zoologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e membro da equipe do LPP.

Para Guilherme, "esta descoberta é muito importante, porque nos ajuda a entender como era a vida na região amazônica no passado e mostra, de certa forma, que foram da América do Sul que saíram os primeiros jabutis gigantes que colonizaram as ilhas remotas do Oceano Pacífico".

Os estudos paleontológicos na região do Acre  datam do século XIX. O ano de 1983, entretanto, marca formalmente o início das pesquisas paleontológicas realizadas pela Ufac, na gestão do reitor Áulio Gélio Alves de Souza. Na Resolução de criação, datada do dia 13 de maio, os objetivos da então nova unidade: apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão do Departamento de Ciências da Natureza.

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