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‘Já resgatamos 40 mil espécies no mundo’

Quem afirma é o diretor do Global Crop Diversity Trust, Cary Fowler

Karina Ninni, O Estado de S. Paulo

24 de agosto de 2010 | 23h57

Diretor executivo da Global Crop Diversity Trust, Cary Fowler afirma que o banco de sementes instalado nas montanhas da Noruega é o mais rico em biodiversidade do mundo. Nesta entrevista, Fowler diz que a iniciativa já salvou 40 mil espécies do desaparecimento.

 

Há sementes que estão em vias de desaparecimento. Como fazer para protegê-las?

 

Estamos trabalhando com bancos de sementes em países em desenvolvimento, onde as condições são ruins. Até agora resgatamos aproximadamente 40 mil variedades diferentes.

 

Como vocês fazem o resgate?

 

Primeiro checamos se as sementes estão bem guardadas. Mantidas de forma equivocada elas morrem. Pegamos as sementes "boas" e, sob condições controladas, nós as germinamos, depois colhemos novas sementes. Fazemos isso até ter o suficiente para uma boa amostragem, dividida em três partes: uma fica com a instituição de origem, a segunda vai para um banco com altos padrões internacionais e a terceira, para o nosso banco. A ideia é garantir amostras em diversos locais. Não somos o maior banco em número, mas, certamente, somos o número 1 em diversidade.

 

É caro manter as sementes?

 

Não. Se você tem uma variedade única e quer conservá-la para sempre, vai gastar cerca de US$ 8 por ano.

 

Que outras ferramentas vocês usam para esse trabalho?

 

Estamos desenvolvendo dois softwares: um para ajudar no gerenciamento de bancos de sementes e outro para permitir a pesquisadores, produtores e demais interessados procurarem a espécie que desejam em múltiplos bancos de sementes, ao mesmo tempo. Atualmente você tem de pesquisar os bancos um a um e consultar centenas de fontes.

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