Irmão do ex-piloto Nelson Piquet é preso por crime ambiental, em Brasília

Área de proteção ambiental foi desmatada para construção de pista de pouso para aviões de pequeno porte

Gheisa Lessa - Central de Notícias,

04 Maio 2012 | 12h32

São Paulo, 4 - O irmão do ex-piloto da Fórmula 1, Nelson Piquet, foi preso no início da tarde desta última quinta-feira, 3, em Brasília por crime contra o meio ambiente. De acordo com o delegado adjunto, Richard Valeriano Moreira, da Delegacia do Meio Ambiente do Distrito Federal, o irmão do piloto, que não teve nome divulgado, desmatou uma área de proteção ambiental para construir uma pista de pouso para aviões de pequeno porte.

A Delegacia do Meio Ambiente, informa o delegado Moreira, tem promovido ações que combatem crimes ambientais dentro do Distrito Federal. Nesse contexto, agentes da Polícia Civil sobrevoam áreas do distrito rotineiramente. Em um dos voos, feito pela região do Jardim Botânico, região próxima do Lago Sul, foi encontrado um espaço desmatado dentro de uma Área de Preservação Permanente (APP).

Conforme a polícia informa, equipes foram ao local para constatar o desmatamento e verificaram que tratava-se da fazenda onde residia o irmão do ex-piloto da Fórmula 1, Nelson Piquet. O homem, de 67 anos não tinha autorização para a obra e acabou sendo autuado após a perícia técnica ter constatado o crime ambiental.

"As APPs são áreas que podem ser ocupadas, mas quaisquer obras realizadas dentro do perímetro devam ser previamente licenciadas. Neste caso, a pista de pouso não continha documento de autorização", informou ao Estadão.com.br o delegado Moreira.

A pista já existia há algum tempo, informou Moreira e ocupava uma área de 760 metros. A obra em questão iria ampliar a pista para 860 metros e asfaltá-la. Foram encontradas no local máquinas de grande porte como três tratores, um deles era uma retroescavadeira, e dois caminhões.

O proprietário da fazenda foi autuado em flagrante, informou o delegado da Delegacia do Meio Ambiente, mas o advogado do irmão de Piquet entrou com pedido de liberdade provisória que foi acatado pelo juiz. O autor do crime vai responder em liberdade por dano ao meio ambiente. A pena pode ser de 1 a 5 anos de prisão.

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