Investidores querem que EUA reduzam emissões de carbono

Cerca de 50 investidores afirmam que leis pouco rígidas prejudicam competitividade das empresas

RACHELLE YOUNGLAI, Reuters

20 de maio de 2008 | 15h20

Investidores que controlam mais de 2,3 trilhões de dólares em fundos pediram ao governo dos Estados Unidos nesta terça-feira, 20, que aprove leis rígidas a respeito do corte das emissões de gases do efeito estufa, afirmando que uma regulamentação frouxa acabaria por prejudicar a competitividade das empresas norte-americanas. O grupo formado por cerca de 50 investidores, entre os quais a maior empresa de hegde com capital aberto do mundo, Man Group Plc, e o capitalista de risco John Doerr, desejam que os congressistas dos EUA aprovem leis que determinem um corte, até 2050, de 60 a 90% nas emissões de gases do efeito estufa. É necessário haver leis que incentivem a adoção de tecnologias novas ou já existentes capazes de reduzir drasticamente a poluição, afirmaram. O mesmo grupo de investidores também pressiona a Securities and Exchange Comission (SEC) a obrigar as empresas de capital aberto a divulgarem informações sobre os riscos relacionados ao clima junto com outros fatores que afetam seus negócios. "Criar uma política nacional forte para reduzir as emissões ajudará os investidores a gerir os enormes riscos e oportunidades apresentados pelo aquecimento global", afirmou em um comunicado Anne Stausboll, diretora interina de investimento da Calpers. A Calpers é o maior fundo de pensão dos EUA, com cerca de 250 bilhões de dólares em bens. Segundo os investidores, a falta de leis federais rígidas pode prejudicar a competitividade das empresas norte-americanas porque evita que façam grandes investimentos em fontes limpas de energia como a luz do Sol e os ventos, ou em outras práticas e tecnologias de baixo consumo de carbono. A União Européia (UE) pretende cortar as emissões de gases do efeito estufa em 20 por cento até 2020 e aumentar a porção de energia solar, eólica, hidrelétrica e de onda, além da porção de biocombustíveis, no total de energia que consome. A carta dos investidores, dirigida ao líder da maioria no Senado, Harry Reid, e ao líder da minoria, Mitch McConnell, surgiu antes de os senadores debaterem um projeto de lei pensado para limitar a emissão de carbono, emissão essa apontada como responsável por gerar mudanças climáticas. O projeto, chamado Lei de Segurança Climática de 2007, também inclui um item exigindo da SEC que aprove uma lei mandando as empresas divulgarem a existência materiais de risco relacionados com as mudanças climáticas.

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