Ajay Verma/Reuters
Ajay Verma/Reuters

Instituições financeiras devem se unir para zerar emissões líquidas de CO2, diz ONU

Mark Carney, enviado especial das Nações Unidas para Ação Climática e Finanças, usou as redes sociais para cobrar empresas

Ilana Cardial, O Estado de S. Paulo

09 de agosto de 2021 | 13h48

SÃO PAULO - O enviado especial das Nações Unidas para Ação Climática e Finanças, Mark Carney, afirmou por meio de seu Twitter que o novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês), divulgado nesta segunda-feira, 9, mostra que não há tempo a ser perdido na luta pelo clima. Segundo ele, as instituições financeiras deveriam colaborar com a Aliança Financeira de Glasgow para Zero Emissões Líquidas (GFANZ, na sigla em inglês) e fornecer ferramentas para a transição à emissão líquida de CO2 e demais gases de efeito estufa. A GFANZ reúne mais de 160 empresas com ativos de US$ 70 trilhões e foi lançada no início deste ano por Carney.

"Todas as instituições financeiras deveriam se unir à #GFANZ e fornecer o financiamento necessário para a transição para a emissão líquida", disse. "Se você não faz parte da solução, você é o problema", concluiu Carney, utilizando a hashtag #CriseClimática, em inglês.

O relatório do IPCC, que reúne 195 governos, alerta para a possibilidade de que parte dos efeitos da mudança climática - como elevação do nível dos mares e derretimento de calotas polares - sejam irreversíveis durante séculos. O documento foi feito com base nas análises de 14 mil estudos científicos, durante três anos, e estabelece bases científicas para a COP26, cúpula sobre mudança climática prevista para novembro em Glasgow, na Escócia.

Conforme o novo documento, o mundo deve atingir 1,5ºC acima do nível pré-industrial já na década de 2030, dez anos antes do que era esperado. Com isso, haverá eventos climáticos extremos com maior frequência, como seca, inundações e ondas de calor. 

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