Adema/Agência Sergipe de Notícias
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Inquérito sobre óleo no Nordeste ainda é inconclusivo, diz ministro da Defesa

Análises feitas pela Marinha e pela Petrobrás indicaram que o poluente tem origem venezuelana; o governo Nicolás Maduro nega que o material é do país vizinho

André Ítalo Rocha, Circe Bonatelli e Isadora Duarte, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2019 | 16h17

SÃO PAULO  - O inquérito sobre a origem do óleo que atingiu o litoral do Nordeste está aberto e ainda é inconclusivo, afirmou o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva. A mancha do poluente já foi encontrada em pelo menos 139 pontos, nos nove Estados. Análises feitas pela Marinha e pela Petrobrás indicaram que o poluente tem origem venezuelana. O governo Nicolás Maduro nega que o material é do país vizinho. 

“Estamos levantando os navios e bandeiras. Pode ter sido acidente ou incidente, ainda não chegamos a essa conclusão”, disse o ministro nesta quinta-feira, 10, durante o Fórum de Investimentos Brasil 2019, realizado em São Paulo e organizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. Conforme apurou o Estado, as investigações da Marinha e da Polícia Federal miram 23 navios suspeitos que passaram pela região. 

Azevedo e Silva ressaltou que ainda não há como saber se o vazamento foi criminoso. “Ainda não sabemos a origem. No momento, estamos verificando a origem do petróleo e não o responsável. Já sabemos que não é vazamento de nossas plataformas”, acrescentou o ministro.

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Óleo se espalha pelos 9 Estados da região. O poluente foi identificado em uma faixa de mais de 2 mil quilômetros da costa brasileira

Na manhã desta quinta, no mesmo evento, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que tem quase certeza sobre o derramamento ser criminoso. “Tenho quase certeza. Não temos bola de cristal para descobrir rapidamente quem é o responsável pelo ato criminoso, mas tomamos as providências”, disse o presidente, mais cedo.

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