Inea começa a medir poluição e qualidade do ar no estado do Rio

Programa terá estações de amostragem em 26 pontos do Estado

Agência Brasil

14 Maio 2010 | 14h50

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro começou a instalar nesta sexta (14) em diversos pontos do estado equipamentos capazes de medir a qualidade do ar. O objetivo é estudar os pontos críticos da região metropolitana e do interior, para que seja possível adotar medidas de controle da emissão de gases prejudiciais à saúde.

 

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“A medição de poluição causada por partículas maiores já é feita, mas faltava avaliar os níveis de poluição relacionada às partículas menores, aquelas que estão diretamente ligadas a doenças respiratórias”, destacou a gerente de Qualidade do Ar do Inea, Paulina Porto.

 

Segundo Paulina, as chamadas estações de amostragem serão instaladas em 26 pontos do estado. A medição será feita durante 24 horas. Depois de seis dias, o filtro será recolhido de cada estação para ser submetido à análise. De acordo com o Inea, esse tipo de medição é uma tendência em grandes centros urbanos de todo o mundo e já foi implantado em outras localidades do país, como São Paulo.

 

São apontados como pontos críticos do estado as áreas com grande fluxo de veículos, onde há maior queima de combustíveis fósseis.

 

O Inea vai instalar os equipamentos em áreas próximas às principais vias de tráfego do estado, como no centro do Rio, na Baixada Fluminense, em São Gonçalo e Macaé. Mas também vai acompanhar reflexos da poluição do ar em outras regiões onde a presença de veículos é extremamente reduzida, como em Ilha Grande.

 

A prefeitura do Rio de Janeiro tem um projeto de controle da qualidade do ar desde 1966 e, no dia 6, lançou um programa de monitoramento. No primeiro momento, o programa carioca, que complementa o do Inea, diagnosticou o ar respirado pelos cariocas em Copacabana, na zona sul, no centro, e em São Cristóvão, na zona norte, como dentro dos limites aceitáveis.

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