Indústrias dos EUA atacam limite à emissão de CO2 no Alasca

Grupo quer que leis que protegem a espécie não interfiram com os negócios realizados na região

AP e Reuters

28 Agosto 2008 | 19h38

Cinco grupos industriais processaram o Departamento de Interior dos Estados Unidos sobre uma medida de proteção aos ursos polares que, segundo eles, injustamente culpa operações de negócios no Alasca por contribuições para o aquecimento global.   Veja também:  Alasca vai à Justiça contra preservação de ursos polares   Grupos representando a extração de petróleo e gás natural e as indústrias pediram a um juiz federal na quarta-feira, 27, que garanta que as leis desenvolvidas para proteger os ursos polares, que foram recentemente colocados no grupo de animais em risco de extinção, não sejam usadas para bloquear projetos que emitam gases do efeito estufa no Estado.   O Instituto Americano de Petróleo se juntou à Câmara de Comércio dos Estados Unidos, à Associação Nacional de Mineração, à Associação Nacional dos Manufatureiros e ao Instituto Americano de Ferro e Aço em uma ação, que contesta especificamente três palavras da lei lançada em maio desse ano.   Os ursos polares vivem apenas no Ártico e dependem do gelo marinho como plataforma para caçar focas. O Serviço Geológico dos EUA diz que dois terços dos ursos polares do mundo - cerca de 16 mil - vão desaparecer até 2050, se as previsões sobre o derretimento das calotas polares se confirmarem.   Foi a primeira vez que a mudança climática leva uma espécie a entrar na lista das ameaçadas nos EUA. E a administração Bush deixou claro que não queria que o status dos ursos polares servisse como ferramenta para ambientalistas buscarem o controle das emissões de gases estufa. No dia que anunciou a medida, a administração também liberou uma medida que regula o tipo de projetos que podem ser avaliados. Os grupos dizem que as três palavras - a que eles se referem como A Falha do Alasca - são inconstitucionais e vão contra a crença da administração de é impossível ligar as emissões de um projeto ao aumento das temperaturas que tanto ameaça os ursos.   "A cidade de Anchorage não tem mais efeitos no aquecimento global que qualquer emissão em Ancara (Turquia)", diz o processo.

Mais conteúdo sobre:
ursos porlares EUA meio ambiente

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.