Indústria aceita fazer plano para reduzir emissões de CO2

Projeto terá início por setores de alumínio, cimento, papel e celulose, químico, cal, vidro e ferro-gusa

Renata Veríssimo, O Estado de S.Paulo

22 Agosto 2012 | 03h07

BRASÍLIA - O setor produtivo brasileiro se comprometeu ontem a participar do esforço brasileiro de redução de emissões de CO2 até 2020. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) fechou um acordo de cooperação técnica - batizado de Plano Indústria - com os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Meio Ambiente que prevê a conclusão, até 2015, de um plano com as propostas que permitirão a redução em 5% das emissões do setor até 2020.

"A indústria está engajada no desafio da mudança climática, e esse cenário deve ter como pano de fundo a manutenção da competitividade do setor e atendimento das necessidades básicas da população", destacou o presidente da CNI, Robson Andrade.

"Nós estamos vivendo uma profunda mudança. É a primeira vez que governo e setor produtivo acordam entre si uma meta voluntária", afirmou o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. "É uma mudança de padrão, de paradigma."

Pimentel lembrou que esse processo já está em marcha e destacou que o novo regime automotivo, cuja regulamentação está sendo finalizada, tem metas de eficiência energética e de emissão de gases de efeito estufa.

O plano prevê inicialmente a redução das emissões para sete setores da indústria: alumínio, cimento, papel e celulose, químico, cal, vidro e ferro-gusa (aço). Segundo a diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg, esses setores são os que mais emitem gases.

A ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ressaltou ser fundamental que questões ambientais não sejam um entrave ao crescimento do País. "Queremos criar condições para um bom resultado em termos climáticos e para geração de emprego e competitividade", disse.

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