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Indígenas batizam 1.800 hectares da Amazônia com nome do papa Francisco

Homenagem foi um reconhecimento à preocupação do líder religioso em preservar o meio ambiente; pontífice visitará o Peru

O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2017 | 23h04

LIMA - Uma comunidade indígena do Peru decidiu batizar 1.800 hectares da Amazônia com o nome do papa Francisco, em reconhecimento à preocupação do líder religioso em cuidar e conservar o meio ambiente em meio à mudança climática, anunciou o Ministério do Ambiente do Peru nesta segunda-feira, 18.

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A Nihii Eupa Francisco (Floresta papa Francisco, na língua nativa da etnia amahuaca) se encontra na comunidade nativa de Boca Pariamanu, situada na região de Madre de Dios, cuja capital Porto Maldonado receberá o pontífice no dia 19 de janeiro.

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Os nativos entregarão ao papa a ata da assembleia onde decidiram dar à floresta o nome do pontífice, para que conheça as ações de proteção e conservação das florestas realizadas pelos membros da comunidade indígena.

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A comunidade de Boca Pariamanu é formada por 180 habitantes agrupados em 20 famílias e é a única comunidade de Madre de Dios da etnia amahuaca.

A floresta na qual este grupo vive conta com uma grande beleza natural e serve de lar para espécies como harpias, onças-pintadas, antas, macacos-aranhas, queixadas e veados, além de concentrar árvores como o castanheiras, cedros e mognos.

Além de Porto Maldonado, o papa Francisco visitará Lima e a cidade nortista de Trujillo durante a estadia no Peru, entre 18 e 21 de janeiro. Antes, ele viajará ao Chile. /EFE

 

 

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